Vícios Emocionais
Temos lembranças gravadas tanto em nossa mente, quanto em nosso corpo e essas retornam ou são reativadas sempre que passamos por um evento que percebemos como semelhante ao vivenciado no passado.
Para resolver isso, ela recomenda que meditemos, pois através da meditação permitimos que essas memórias aos poucos se dissipem, sendo limpas de nosso organismo. Do contrário, com nossa mente agitada e com mil pensamentos por hora não damos tempo para essa limpeza; ficam milhares e milhares de pensamentos, impressões, percepções, sensações se acumulando mais e mais; fora que buscamos resolver um problema ou algo que incomoda falando o tempo todo sobre o mesmo.
Se não quero me sentir mais culpada sobre algo, como isso pode acontecer, se eu fico repetidamente retornando ao mesmo assunto?
Corte o mau pensamento e a emoção negativa pela raíz e foque-se no que deseja alcançar
Se eu fico relembrando-o periodicamente trazendo de volta as sensações emocionais relacionadas ao mesmo. Quando opto por lutar contra algo, estou direcionando minha energia para esse conteúdo, reforçando-o, trazendo-o à tona. Parece antagônico, não? Dessa maneira, se quero me sentir em paz, não irei olhar para o que me traz culpa, mas sim buscarei essa paz. No Yoga se diz que é preciso meditar no oposto daquilo que se deseja mudar. Ou seja, é preciso se conectar com o conteúdo que se deseja alcançar. Isso pode ser feito através de imagens mentais, através da permanência no silêncio e conexão com esse seu conteúdo interno que almeja.
Compartilhar problemas
Outro comportamento que nos traz sofrimento é quando alguém que estimamos fala de um problema (ou dor), com o qual nos identificamos e então passamos a sofrer junto. São então dois chorando as dores, ao invés de um. Ao agirmos assim, não ajudamos o outro a ficar melhor e/ou resolver a questão e, somado a isso, ainda nos colocamos para baixo.
A intenção é boa, mas o método errado. Não tiramos o sofrimento de alguém por assumi-lo. O segredo é sermos solidários, mas inteligentes. Se queremos ajudar, nossa compaixão precisa ter a direção de trazer o outro para cima e não que nós nos coloquemos para baixo junto com ele.
Do mesmo modo que nos ligamos ao sofrimento dessa pessoa, o contrário também pode acontecer. Ou seja, a pessoa pode se ligar à nossa força, bem-estar, amorosidade, bom humor ou qualquer outro estado de espírito que eu escolha ficar. Isso de modo algum é ser indiferente, na verdade, é o oposto. Tenho tanto apreço e zelo pelo outro (e também por mim), que opto por facilitar para que ele se sinta melhor. Para isso me mantenho bem e me conecto com bons sentimentos e pensamentos. Através disso, busco permitir que essa pessoa acesse esses conteúdos.
Para que todos esses processos aconteçam, precisamos estar conscientes, acordados. Se estivermos no automático, não teremos a possibilidade de modificar esses hábitos ou padrões.
Não consigo perceber se eu realmente senti algo naquele momento que me faria ter aquele comportamento em específico ou se estou tão habituada a responder da mesma forma, que simplesmente faço sem perceber. Assim trago à tona emoções e pensamentos ligados a essa postura. É necessário decidir se desapegar dessas cognições, emoções e comportamentos que nos fazem sofrer. Nos prendemos tanto a algumas "verdades",que passamos a ficar cegos para quaisquer outras formas de ver ou interpretar as situações.
Quando ouvimos algo que nos chama a atenção, ficamos repetidamente expostos a certos comentários de pessoas próximas a nosso respeito (ou a respeito de como são as coisas no mundo); vemos uma determinada situação acontecendo e nos apegamos a isso ferrenhamente, não abrindo brechas para outras formas de pensar, mesmo que essa nos traga sofrimento. O mesmo ocorre com as emoções e comportamentos. Eu me apego a uma maneira de agir e nem mais sei se aquilo é adequado ou faz sentido, mas como aprendi a me reconhecer através dessa atitude, repito a mesma sem parar para me reexaminar e averiguar se é desse jeito que quero responder.
Se aprendi a me rotular como uma pessoa explosiva, então determinei que preciso ter essa reação sempre que algo me desagradar ou não sair como desejo. Dessa forma, tenho o comportamento de, por exemplo: gritar, bater os pés, socar a parede... e, quando percebo, já estou com raiva.
A pergunta é: eu já estava assim antes de ter essa atitude ou passei a me sentir assim (principalmente nessa intensidade emocional) após ter tido esse comportamento?
Desejo a todos um ótimo despertar e, através dessa consciência, se mantenha alerta/acordado - em inglês utilizamos o termo awareness. Assim poderemos mobilizar grandes mudanças em nossas vidas, iniciando por nós.


