Uma visão positiva do trabalho
O trabalho do professor forma o novo adulto.
O trabalho dos engenheiros e arquitetos constrói as casas onde moramos.
O trabalho do jornalista traz as informações que nos mantêm ligados ao mundo.
O trabalho dos padeiros faz o pão quentinho que saboreamos de manhã.
O trabalho do agricultor garante o nosso alimento.
E o seu trabalho? Que valor ele tem para o mundo?
Cada profissional torna a vida de todos melhor. Cada um tem sua missão na sociedade. O trabalho permite à pessoa sentir a dimensão de sua importância para o próximo.
Eu admiro as famílias que educam os filhos para valorizar o trabalho. Elas criam no futuro adulto o prazer de lutar para realizar seus sonhos. O sentimento de autonomia é formado na infância. Ajude seu filho a ter prazer quando realizar os objetivos da vida dele.
Uma das atitudes mais importantes no relacionamento com seu filho é pedir que ele participe das tarefas de casa: “Filho, por favor, me ajude a descarregar as compras”. E lá vai a criança carregando um rolo de papel higiênico e se sentindo mais importante do que um neurocirurgião...
A família que valoriza o trabalho cria um sentimento de importância e de competência em seus membros. No começo, é a competência de ser útil para os pais, depois a competência de estudar para se tornar um bom profissional e, principalmente, a competência de criar uma vida de plenitude.
Em casa, devemos gerar um ambiente de amor e respeito ao trabalho. É muito bom para os filhos quando os pais celebram suas conquistas profissionais e mostram a eles que, graças ao trabalho, estão comemorando a compra da casa nova, ou quando compartilham com eles histórias de ajuda ao próximo proporcionadas pelo trabalho.
É na primeira infância que muitas crianças formam a imagem do trabalho como um obstáculo à felicidade. Quando a criança pede ao pai para brincar com ela e este responde, com ar de frustração, “Agora não, papai tem que trabalhar”, essa criança já começa a elaborar a ideia de que o trabalho afasta as pessoas que se amam.
Nunca perca de vista que é importante criar uma imagem positiva do trabalho para você e para os seus filhos. É na família que aprendemos a maneira de viver, no futuro, o tempo dedicado ao trabalho. E viver é realizar expectativas. Quem espera sacrifício acaba encontrando sofrimento e quem espera realização acaba por alcançá-la.
Infelizmente, grande parte das pessoas não teve a oportunidade de nascer em famílias que transmitem uma boa imagem do trabalho e o encaram apenas como uma forma de conseguir comida e moradia.
Muitas vivem sem uma verdadeira ambição profissional que leve à realização pessoal. Contentam-se em satisfazer as necessidades básicas e não percebem que existem tesouros além do horizonte.
Aqueles que trabalham pensando somente em acumular dinheiro desperdiçam o prazer de resolver problemas para melhorar a vida de outros seres humanos, de ajudar alguém a aprender, de construir uma casa ou de salvar uma vida, simplesmente porque estão interessados apenas na remuneração que vem desse trabalho. Todos nós conhecemos pessoas assim: vivem juntando dinheiro para não terem preocupações na velhice e, no fim da vida, descobrem que precisam de tantas outras coisas que o dinheiro não pode comprar...
Lógico que o trabalho é o melhor instrumento de realização de nossas conquistas materiais. Mas, além disso, é um grande caminho de realização pessoal.
Trabalhar desenvolve a capacidade de pensar, de tomar decisões, de encontrar soluções, de construir projetos e de aprender a lidar com pessoas.
A força do trabalho como meio para estimular o desenvolvimento pessoal é tão importante que, se não trabalhamos com esse objetivo, quando a aposentadoria vem, ela revela a verdadeira face de uma vida sem sentido. O aposentado que não cresceu com o trabalho envelhece rapidamente. Ele não tem mais razão para realizar algo sem a motivação do dinheiro. Quem, pelo contrário, se realizou como ser humano por meio do trabalho jamais envelhece e, mesmo aposentado, continua atuante.
Lembre-se: transformar o mundo e, com sua ação, tornar a vida do próximo melhor é o mais sublime poder do trabalhador. É maravilhoso pensar que existem pessoas...
• que sabem transformar uma pepita de ouro em uma aliança de casamento, símbolo de um amor infinito;
• capazes de transformar um punhado de farinha num saboroso pão, que alimenta não só o corpo mas também a alma;
• que transformam um deserto numa plantação de frutas e verduras;
• que fazem de uma criança carente um adulto responsável.
A capacidade de transformação cria no ser humano a experiência do divino que existe em cada um de nós. Transformar a realidade da nossa vida em algo melhor nos ajuda a entrar em contato com a essência do trabalho: servir. É isso mesmo: transformar para servir ao outro!
Aliás, a melhor maneira de nos tornarmos parceiros de Deus é servindo ao próximo. É pelo trabalho que ajudamos os outros e ao mesmo tempo criamos sentido para nossa vida.
Crie um sentido para sua vida através do trabalho
"Mesmo num setor aparentemente desprovido de sentimentos, deve existir o sentido de servir" Para uma grande parte das pessoas o trabalho é apenas uma forma de conseguir comida e moradia. Muitas pessoas vivem sem uma verdadeira ambição profissional que leve à sua realização pessoal.
Contentam-se em satisfazer as necessidades básicas e não percebem que existem tesouros além do horizonte.
Aqueles que usam o trabalho somente pensando em acumular dinheiro desperdiçam o prazer de resolver problemas que vão melhorar a vida de outros seres humanos, de ajudar alguém a aprender, de construir uma casa ou de salvar uma vida porque estão interessados apenas na remuneração.
Todos nós conhecemos pessoas assim: vivem juntando dinheiro para não ter preocupações na velhice e, no fim de suas vidas, descobrem que precisam de tantas coisas que o dinheiro não compra...
Lógico que o trabalho é o melhor instrumento para realizarmos as nossas conquistas materiais, mas além disso ele é um grande caminho para a realização pessoal.
Trabalhar desenvolve a capacidade de pensar, de tomar decisões, de encontrar soluções, de construir projetos e de aprender a lidar com gente. A força do trabalho como meio de estimular o desenvolvimento pessoal é tão importante que, quando não trabalhamos com esse objetivo, a aposentadoria vem e revela a verdadeira face de uma vida sem sentido.
Por isso que hoje as empresas estão investindo mais em seus colaboradores através de diversos cursos de diversos temas. Esse tipo de atitude é um fator motivacional que impulsiona e lembre-se: transformar o mundo e através da sua ação, tornar a vida do próximo melhor é o mais sublime poder do trabalhador.
É maravilhoso pensar que existem pessoas que sabem transformar uma pepita de ouro em uma aliança de casamento, símbolo de um amor infinito; pessoas capazes de transformar um punhado de farinha num saboroso pão que alimenta não só o corpo mas também a alma; que transformam um deserto numa plantação de frutas e verduras; que fazem de uma criança carente um adulto responsável. A capacidade de transformação cria para o ser humano a experiência do divino que existe em cada um de nós.
Transformar a realidade da nossa vida em algo melhor ajuda-nos entrar em contato com a essência do trabalho: servir. É isso mesmo: transformar para servir ao outro!
A melhor maneira de sermos parceiros de Deus é servir ao próximo. É através do trabalho que ajudamos os outros, e ao mesmo tempo criamos um sentido para nossas vidas. Com as suas palavras, a enfermeira consola o paciente que sofre. Com a sua dedicação, a secretária auxilia o departamento da empresa a realizar seu propósito com mais agilidade. Mesmo num setor aparentemente desprovido de sentimentos, como o setor bancário, deve existir o sentido de servir. Um empréstimo é uma ajuda ao cliente para este alavancar seu negócio ou solucionar um problema familiar.
Um parceiro de Deus não vê o trabalho como um sacrifício mas também não o encara como um vício. Quem se viciou em trabalho acaba realizando suas tarefas no automático e perde a dimensão da riqueza das suas ações. E por que isso acontece? Simplesmente porque a pessoa que não sabe lidar com a sua vida afetiva utiliza o trabalho para não contatar a sua solidão.Trabalha o tempo todo para não sentir as suas necessidades afetivas. Não consegue um momento de descontração. Está sempre pensando num problema a ser resolvido, num projeto a ser realizado, numa meta a ser atingida. Sua vida se transforma num inferno de preocupações. Brincar com os filhos se transforma em mais um compromisso na agenda. Até fazer amor com a esposa vira um problema no meio da agitação do dia a dia.
O viciado em trabalho deturpa a verdadeira imagem de sua profissão. O que era vida transforma-se em compulsão. Ele pode até ser um médico que ajuda muitos pacientes mas a maneira como realiza o seu trabalho faz com que cada atendimento o aproxime do infarto. Ele não consegue ser uma pessoa livre. São aqueles empresários que pensam que são donos da fábrica mas na realidade a fabrica é que é dona deles. O viciado em trabalho vive se escondendo da vida, dos outros e de si mesmo. Está viciado em preocupações e perdeu o prazer de viver.
Quem é parceiro de Deus, ao contrário, entende que o trabalho é parte de uma vida cheia de pessoas queridas e de ações plenas de sentido.
Se neste momento da sua vida você está trabalhando demais, é hora de parar e pensar: estou mesmo precisando trabalhar tanto? Não estou me transformando num viciado em trabalho? Não estou deixando de lado as pessoas que amo para me dedicar exclusivamente à minha carreira?
Trabalho deve estar ligado à vocação.
"O amor tem de vir em primeiro lugar mesmo que você esteja interessado em dinheiro. O respeito a sua vocação tem de ser total, e então todas as bênçãos virão em seguida" A felicidade profissional vem quando trabalhamos em algo que verdadeiramente tem a ver com nossa vocação. Quando não trabalhamos de acordo com nossa missão pessoal, ficamos irritados, de mau humor, entediados e, por consequência, não conseguimos servir a ninguém.
Um artista pode trabalhar como bancário, mas terá de ser “um bancário artístico” para não perder o amor à vida e ao trabalho. Se lutar contra sua essência e apagar sua sensibilidade, fará um grande mal a si próprio e, provavelmente, não conseguirá economizar dinheiro para se tornar artista 24 horas por dia.
Talvez você esteja com vontade de dizer que se sente frustrado porque precisa trabalhar com algo que não tem nada a ver com você, mas garante o seu salário. Se isso não tem nada a ver com você, daqui a pouco vai acabar sendo demitido por falta de competência. Sabe por quê? Porque está trabalhando sem paixão, não sente desejo de estudar para se aprimorar e o seu resultado vai acabar comprometido.
O amor tem de vir em primeiro lugar mesmo que você esteja interessado em dinheiro. O respeito a sua vocação tem de ser total, e então todas as bênçãos virão em seguida.
Existe uma pesquisa realizada pelo professor Mark Albion, divulgada no livro Making a Life, Making a Living (Warner Business Books), que ilustra claramente a importância do respeito à vocação e aos valores nas escolhas que uma pessoa faz ao longo da carreira.
Nela, 1.500 profissionais que haviam concluído o Master in Business Administration (MBA), vinte anos antes, nas melhores escolas americanas, relataram as prioridades em suas escolhas profissionais : 83 % optaram pelo emprego em função do salário. Os 17% restantes optaram por aquilo que mais lhes dava prazer, independentemente da vida financeira.
Vinte anos depois, Albion foi verificar como estava a carreira desses profissionais. Dos 1.500 entrevistados, 101 tornaram-se milionários. Desses, apenas 1 pertencia ao grupo que fez sua escolha orientada pelo dinheiro, todos os demais viraram milionários trabalhando no que gostavam.
Se você está frustrado com sua profissão, é chegada a hora de uma revisão de vida. Aproveite este momento para analisar qual é sua verdadeira vocação, seus talentos, e vá atrás de seu sonho. Talvez você precise de algum tempo para essa transição, mas não se abandone atrás de uma mesa, fazendo algo que não tem nada a ver com você, até chegar o “glorioso” dia da aposentadoria.
A maior parte das pessoas escolhe uma profissão por motivos que nada têm a ver com sua alma, com sua vocação. Alguns a escolhem pelo glamour que supõem existir em algum tipo de trabalho. Ser sociólogo, por exemplo, era o máximo na década de 1960. Já nos anos 1980, a moda era ser psicólogo. Nos anos 1990, o que dava status era ser publicitário.Uma pessoa deve escolher uma profissão não pelo prestígio social que possa haver nessa atividade, mas por ser a preferência de sua alma.
A frustração chega quando a pessoa descobre que, com o glamour, vêm junto inúmeras tarefas aborrecedoras que somente aqueles com uma verdadeira vocação para essa profissão fariam com prazer. Por mais que escolha a profissão de acordo com sua vocação, haverá inúmeras tarefas difíceis de cumprir, mas que você realizará por amor e respeito à sua missão e às pessoas que dependem de sua competência.
Em qualquer profissão que escolhermos, a banana virá sempre com casca, e teremos de tirá-la. Ou seja, temos de aprender a curtir também o que há de desagradável naquela profissão. Se escolhermos bem, de acordo com nossa vocação, descascar a banana será tão gostoso quanto comê-la.
Há quem escolha determinada carreira para realizar os sonhos da família. Pode ser que o pai, na juventude, tenha tentado ser médico, mas, como não conseguiu realizar seu desejo, quer agora que o filho ou a filha siga essa carreira, custe o que custar. Pode acontecer também que o pai seja um poderoso empresário e queira que o filho perpetue seu negócio, mesmo que o garoto não tenha a mínima vocação ou habilidade para tocar a empresa!
Existem milhares de casos semelhantes, e é aí que começam os conflitos, sem que ninguém perceba o que está acontecendo de fato. O pai começa a achar que o filho é preguiçoso, e o filho, depois de tantas cobranças, acaba se convencendo de que sua vocação é trabalhar naquilo que o pai quer. Buscando a felicidade do pai, esse filho corre em alta velocidade para a frustração como profissional e, no fundo, como pessoa.
Quantos casos existem de filhos que eram irresponsáveis enquanto trabalhavam com os pais e que, ao irem para outra empresa, mudaram radicalmente de comportamento? Há também jovens que trocam de curso na faculdade e só então começam a se envolver de verdade com os estudos.
É muito melhor, nesses casos, uma conversa franca entre pai e filho. As vocações não são transferíveis. Cada caminhante tem o seu caminho. Mas só conseguiremos respeitar a vocação dos outros quando soubermos respeitar nossa própria vocação.
Há também aquelas pessoas que, por causa da crise econômica, escolhem uma carreira pensando em seu retorno financeiro. O que dá dinheiro? Informática, telecomunicações, tecnologia da informação? Poucas percebem que optar por uma profissão sem paixão é como se casar sem amor com alguém muito rico. Se já é trabalhoso ser fiel a uma vocação autêntica, a coisa fica muito pior quando não há vocação!
Por fim, existem aqueles que escolhem a carreira para evitar problemas. São os novos empresários, que pretendem montar um negócio porque não querem ter chefes. Logo descobrem que possuir um negócio próprio é transformar cada cliente num chefe. E, se não tinham capacidade para entender um, como poderão servir a cinquenta?
Qualquer que seja sua idade, é sempre importante dar uma pausa na correria do trabalho para analisar se você está realizando sua vocação. Muitas pessoas fogem dessa reflexão com medo de descobrir que estão no caminho errado. Fazer uma mudança radical requer esforço, mas é melhor se esforçar para girar o barco no rumo do seu coração do que ter de se arrastar todos os dias para um trabalho que não tem nada a ver com você.
Carreira dos sonhos: os cinco passos para chegar lá.
1º) Estabeleça um prazo para dar fim a esse “purgatório”. Isso vai ajudá-la a se organizar para a nova etapa da sua vida e renovar suas esperanças;
2º) Pense em um projeto de mudança: liste tudo o que precisa fazer para conseguir realizar a sua meta;
3º) Monte um plano de transição. Não é preciso jogar tudo para o alto do dia para a noite. Prepare o terreno, plante as sementes e cuide de sua plantinha, até que ela dê frutos;
4º) Não se sinta uma vítima do destino. Agradeça todos os dias por seu trabalho, mesmo que não seja seu ideal. Pense que é esse trabalho que você faz hoje que a ajuda a criar a estrutura para lançar-se para onde você quer estar.
5º) Por fim, não desista da sua vocação.
Lembre-se: determinação é fundamental e, quanto mais árdua a caminhada, melhor o sabor da chegada.


