Faça Acontecer
No livro Faça Acontecer, a poderosa do Facebook, Sheryl Sandberg (protagonista de uma reportagem da edição de abril de CLAUDIA), trata do tema. O capítulo "Faça do seu parceiro um parceiro de verdade" conta como uma relação afinada pode ajudar a enfrentar os desafios do delicado equilíbrio família e trabalho.
Casada com outra fera da indústria da tecnologia, o executivo Dave Goldberg, Sheryl diz que, nas primeiras semanas de vida do primeiro filho, foi o marido que a ensinou a trocar fraldas e era quem levantava e buscava o bebê no berço para as mamadas. Porém, como as empresas em que atuavam ficavam em cidades diferentes, eles enfrentaram todas as dificuldades da separação geográfica, sobrecarregando a mãe, que morava com a criança. Nenhuma babá, naturalmente contratada pelo casal, supre o apoio emocional de um cônjuge. A questão foi resolvida com a mudança do marido para um trabalho na mesma cidade de Sheryl - um raro exemplo de desprendimento masculino em direção à necessidade profissional da mulher.
Evoluímos bem mais no mercado de trabalho do que na divisão das tarefas do lar - o que, diante das recentes e justas mudanças na legislação do trabalho doméstico no Brasil, vai complicar um pouco mais a vida dos casais habituados à desigualdade dentro de casa. Em trecho de seu livro, Sheryl cita a professora Rosabeth Moss, da Escola de Administração de Harvard, que, indagada sobre o que os homens poderiam fazer para contribuir com o avanço profissional das mulhere, respondeu: "Lavar a roupa".
A pergunta é: será tão simples encontrar esse parceiro bem-sucedido e disposto a algum sacrifício profissional pela carreira da mulher? E que não ache que trocar fraldas e pilotar eletrodomésticos seja um favor? Uma resposta polêmica foi dada no início de abril pela consultora de carreira americana Susan Patton, que recomendou, em uma conferência às alunas da universidade americana de Princeton, que tratassem de procurar o futuro marido no próprio campus da prestigiada instituição. Segundo Susan, nunca mais elas teriam disponíveis à sua volta tantos potenciais parceiros brilhantes - os mais indicados para obter igual sucesso. A mensagem foi considerada elitista e preconceituosa e virou motivo de piada na web, mas não deixa de conter ao menos uma premissa relevante: enquanto homens podem se interessar por mulheres com capacidade intelectual inferior à sua, mulheres perseguem companheiros tão ou maisinteligentesdo que elas. Sim, é possível encontrá-los em maior número, ainda jovens e solteiros, entre os colegas de uma boa universidade.
Achar e se casar com um homem inteligente pode não ser determinante para ter êxito na carreira, mas sempre será, acredite, a melhor escolha. Homensinteligentestêm maior chance de se tornarem parceiros autoconfiantes, bem-sucedidos e amigos. E aqueles que são de fato inteligentes sempre torcerão por nós.


