Atitudes que afastam pretendentes.

05/04/2015 13:42
cuidardoser |
 

Há tempos você vem tentando engatar um namoro, mas suas expectativas são frustradas logo nos encontros iniciais? É possível que algumas de suas atitudes estejam espantando pretendentes. Comportamento ouviu especialistas para saber quais as ações mais comuns que podem condenar um romance promissor ao fracasso e como fazer adaptações no jeito de ser para conquistar um amor. 
NÃO CRIE UM FLASHBACK DA RELAÇÃO ANTERIOR: isso costuma acontecer depois de uma relação longa. Talvez indique que você pode ter se acostumado a um padrão de relacionamento. "Em geral, a repetição malsucedida nas escolhas amorosas aponta um conflito interno", explica a psicóloga Juliana Bonetti. Tentar repetir o que acontecia no romance anterior reflete medo de se relacionar: ao fazer do atual par uma cópia do "ex", intimamente, você considera que o namoro não vingará. "Esforce-se para olhá-lo como uma nova pessoa, e não como uma sombra de alguém com quem você já se relacionou", diz a psicóloga Luciana Aguiar. As generalizações do tipo "todos os homens são iguais" e "as mulheres sempre fazem isso" só atrapalham.
DOMINE A ANSIEDADE PARA SABER OS RUMOS DO ROMANCE: pessoas que estão há muito tempo sozinhas, que querem dar logo a volta por cima após um rompimento ou que têm pressa de ter algo sério, costumam se mostrar muito ansiosas logo de cara, assustando candidatos mais cautelosos. A maioria dos relacionamentos deve ser vista como investimento afetivo a médio e longo prazo. Em vez de atropelar a ordem natural das coisas, use o tempo para saber o que de fato quer e analisar se a pessoa é de fato o que você espera. "São naturais um certo grau de ansiedade e o desejo de prever o futuro, pois, no amor, algum risco sempre se corre. Mas a ansiedade exagerada revela necessidade de controle e um mundo fantasioso em relação aos romances", fala a psicóloga e terapeuta de casais Iara L. Camaratta Anton, autora de "A Escolha do Cônjuge" (Ed. Artmed). Uma relação é construída aos poucos. "Apressar esse processo, com cobranças, impede que o outro, no seu tempo, se envolva", afirma a psicóloga Luciana Aguiar.
DEMONSTRE QUE A PESSOA É IMPORTANTE PARA VOCÊ: para não pegar no pé, você não telefona, não manda e-mails, não cobra explicações, não exige atenção ou demonstra ciúme? De acordo com Sandra Salomão, terapeuta de casal e professora da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), "algumas pessoas desenvolveram uma segurança emocional e não necessitam da presença de alguém", afirma. Dar liberdade é bom, mas , por outro lado, a autossuficiência é um mecanismo de defesa adotado por quem viveu experiências dolorosas na infância e, na idade adulta, tenta se esquivar da rejeição, da frustração e do desamparo. Independentemente da origem, esse comportamento precisa sofrer adaptações se você deseja levar um namoro adiante, porque, aos olhos alheios, a tanta autossuficiência pode ser confundida com desinteresse.

RESPEITE O RITMO DA OUTRA PESSOA: a fase do início de namoro é uma das experiências mais deliciosas da vida. Os apaixonados pensam no outro 24 horas por dia. Entretanto, algumas pessoas costumam se entregar ao amor com uma carga extra de intensidade, com demonstrações exageradas de seus sentimentos, o que pode amedrontar quem não encara a situação da mesma forma. "O excesso pode indicar que você faz dos seus relacionamentos o centro de sua vida e a solução de seus problemas", declara a psicóloga Luciana Aguiar. "Um relacionamento precisa ser e cultivado à base de parceria. Prestar atenção ao ritmo do parceiro é uma boa dica para regular a velocidade e intensidade de entrega e doação, pois nenhuma relação desequilibrada tem o potencial de fazer os dois felizes", diz. Já a psicóloga e terapeuta de casais Iara L. Camaratta Anton fala que "ir com muita sede ao pote" denota carência afetiva e fragilidade de ego. "Autoestima e autoconfiança são ingredientes que nos permitem ir com calma, passo a passo, sem perder a espontaneidade", diz.
DÊ UMA CHANCE A QUEM É BEM DIFERENTE DE VOCÊ: se você tenta direcionar seu interesse somente a quem tem o temperamento e os gostos semelhantes aos seus, está diminuindo consideravelmente suas chances de ser feliz no amor. "Em geral, as afinidades aproximam com mais facilidade. Mas investir somente nelas sinaliza dificuldade de ampliar fronteiras e de lidar com as diferenças", afirma Sandra Salomão, terapeuta de casal e professora do curso de Psicologia da PUC-Rio. Criar um ideal romântico torna tudo mais difícil. Correr riscos pode colocar alguém no seu caminho que vai ajudar a mudar sua visão de mundo. "Evite descartar pessoas antes de conhecê-las melhor", diz a psicóloga Luciana Aguiar .
TENHA EXPECTATIVAS REALISTAS: ter expectativas muito altas só gera frustrações, pois isso leva a uma visão idealizada do outro e do relacionamento. "Fantasiar a respeito da vida a dois pode fazer com que não se consiga usufruir as delícias oferecidas pelas coisas simples do dia a dia", fala a psicóloga e terapeuta de casais Iara L. Camaratta Anton. Para a psicóloga Luciana Aguiar, o pior veneno para uma relação iniciante são as expectativas jogadas nos ombros do outro sem que, necessariamente, ele possa ou queira satisfazê-las. "Entenda que um parceiro não existe para dar conta de todos os seus desejos e necessidades. A pessoa que está do seu lado tem possibilidades e limites", afirma Luciana .
SUPERE A DIFICULDADE DE CONFIAR: de acordo com a psicóloga Juliana Bonetti, confiança é essencial para estabelecer laços afetivos. "Se há dificuldade em confiar, haverá, também, problemas para se entregar. Sem entrega, fica muito difícil compartilhar vivências. É preciso verificar as causas de tamanha dificuldade, pois esta questão pode apontar para conflitos mais profundos", explica. Situações de insegurança ou traição em relações anteriores e experiências que remontam a infância podem ter contribuído para gerar o medo, mas precisam ser superadas. Experimente ver o novo relacionamento como algo de fato diferente, sem trazer fantasmas anteriores. A psicóloga Iara L. Camaratta Anton explica que a desconfiança pode ser uma espécie de projeção de suas próprias tendências. "Será que a dificuldade em confiar não indica que você é quem não merece a confiança do outro?", pergunta .
FAÇA CONCESSÕES EM NOME DO NAMORO: você quer se relacionar com alguém, mas hesita em abrir mão da sua rotina (academia, amigos, horários disponíveis, baladas e até um tempo sem ninguém) para encaixar um namoro? Essa resistência não contribui para que o romance dê certo. "Relacionar-se implica renunciar a algumas coisas da vida de solteiro. Namorar não é uma obrigação, mas se a escolha é essa, é necessário ceder para incluir o outro em sua vida", afirma a psicóloga Juliana Bonetti. Isso não significa abrir mão de tudo, mas entender que existe algo novo e diferente em seu dia a dia que precisa ser absorvido. "Não ceder pode ser um convite para o outro fazer o mesmo, o que transforma a relação em um cabo de guerra. E se só o outro cede, surge um desequilíbrio perigoso, e que certamente terá consequências", explica a psicóloga Luciana Aguiar .
PARE DE ACHAR QUE DARÁ TUDO ERRADO: "O pessimismo é o princípio do fracasso", diz a psicóloga Juliana Bonetti. "Tem de ter disponibilidade para fazer com que as coisas aconteçam. Se você não acredita, não encontra razões para se esforçar". Quem espera sempre o pior contribui, conscientemente ou não, para que o relacionamento não evolua. E vive sempre angustiado, sem valorizar as coisas boas que o outro tem oferecido. "Se algo deu errado no passado, não precisa dar errado no presente, a menos que você continue fazendo tudo do mesmo jeito. Lembre-se: parte da responsabilidade por uma relação dar certo ou não é sua", diz a psicóloga Luciana Aguiar.
NÃO SUFOQUE O OUTRO PEDINDO ATENÇÃO: cobrar muita disponibilidade, em especial no início do namoro, pode desgastar uma relação que ainda nem se delineou direito. Exigir atenção demais estressa. É preciso ter vida própria, projetos individuais e tempo para si. Só assim as pessoas têm o que trocar com o parceiro. Preste muita atenção no perfil da pessoa que você escolhe. "É sempre bom lembrar que o outro dá o que pode dar", declara a psicóloga Luciana Aguiar .