Aprendizagem

08/01/2019 20:54
O desenvolvimento social deve caminhar no sentido da democracia e
compete a escola e ao professor propiciar a socialização que implica na
decisão em comum acordo na corresponsabilidade pelas regras que as
crianças seguirão.

Entre os fatos sociais compartilhados na escola estão: regras, valores,
normas que variam de grupo para grupo, de comunidade para comunidade, de
acordo com a realidade local onde vivem e convivem.

Segundo Piaget (1980) o ser humano passa pelas seguintes fases
durante o seu desenvolvimento em qualquer cultura:

a) Anomia: Ausência de normas. A criança considera que tudo existe em
função dela, portanto as normas não são necessárias. Tem a ilusão
que tudo é feito por um adulto significativo em prol dela. Por exemplo:
“a árvore foi feita pelo meu pai.”

b) Heteronomia: A norma é feita pelo ‘outro’. Etapa onde a criança
aceita normas; copia as condutas do adulto que mais admira.

c) Autonomia: Capacidade de criar as próprias regras de conduta. O ser
humano atinge quando chega ao período das abstrações tendo
participação ativa na elaboração de regras comuns para o grupo.

Conhecimento

O conhecimento no ser humano é essencialmente ativo. Conhecer um
objeto é agir sobre ele e transformá-lo. Conhecer é, pois, assimilar o real às
estruturas de transformações e elas são elaboradas pela inteligência enquanto
prolongamento da ação.(Piaget,1970.p.30)  

Quanto à aquisição do conhecimento, Piaget admite duas fases: a) Fase exógena: fase da cópia, da repetição. b) Fase endógena: fase da compreensão das relações, das combinações. Educação Para Piaget (1970), a educação é um todo indissociável, considerando- se dois elementos fundamentais: o intelectual e o moral. A educação é condição formadora necessária ao desenvolvimento natural do ser humano. Valores como cooperação, aprender com o erro, solidariedade, respeito às diferenças, embora tenham valor moral e racional raramente são assegurados pela autoridade do professor ou pelas lições, informações sociais que ele possa sugerir ou apresentar, mas pela vida social entre as próprias crianças. O respeito mútuo irá aos poucos substituindo a heteronomia característica de um respeito unilateral, por uma autonomia, considerando-se como dos pontos de vista e ações entre os membros do grupo. Uma educação assim concebida é a que procurará levar as crianças buscar novas soluções, criar situações que exijam o máximo de exploração por parte deles e estimular as novas estratégias de compreensão da realidade. (Piaget, 1970) Escola A escola deve dar oportunidade a criança de construir seu conhecimento, de investigação individual, de ação motora, verbal e intelectual que possa, posteriormente, intervir no processo sócio-cultural possibilitando-lhe todas as tentativas oferecendo-lhe liberdade de ação em estágio operatório em
 um processo de equilíbrio – desequilíbrio.(Piaget,1970)

Ensino – Aprendizagem

A concepção piagetiana de aprendizagem tem caráter de inúmeras
possibilidades de novas indagações. Aprender implica assimilar o objeto a
esquemas mentais. Esse conceito inclui num processo mais amplo de
estruturas mentais assim construindo a sua Teoria denominada Epistemologia
Genética.

A aprendizagem verdadeira se dá quando a criança elabora seu
conhecimento relacionado com as informações no decorrer do seu
desenvolvimento.

A inteligência é o instrumento de aprendizagem mais necessário. O
ensino, portanto, consiste na organização dos dados da experiência, de forma
a promover um nível desejado de aprendizagem.

Professor – Aluno

Cabe ao professor criar situações que estabeleçam reciprocidade
intelectual e cooperação ao mesmo tempo moral e racional para os estudantes.
Evitando a rotina, fixação de respostas prontas, o professor colaborará para
que as crianças levantem hipóteses diante de situações novas sem ensinar-
lhes soluções. Nesta proposta ele (professor) provoca desequilíbrios, desafios,
orienta a criança e lhe concede ampla margem de autocontrole e possibilidade
de chegar à autonomia.

A criança deve assumir o papel de investigadora, pesquisadora e o
professor o papel de coordenador, orientador, levando-a a “trabalhar” o mais
independente possível.