Aprenda a ser autoconfiante e valorize seu amor-próprio
Deixe de sofrer humilhações e resgate a sua autoconfiança. Descubrir o seu valor e ter amor-próprio ajuda a viver melhor
A personagem da atriz em Passione
vive levando agulhadas do marido
Foto: João Miguel Júnior / Divulgação
REDE GLOBO
O brilho dos olhos se apaga aos poucos e seu amor-próprio se esvai pelo ralo. Quando alguém seu convívio está sempre lhe dirigindo palavras maldosas ou irônicas. Pior ainda se é seu cônjuge!
É uma questão cultural, a mulher foi criada para ser frágil, submissa", diz a psicóloga Regina Navarro Lins.
Um exemplo disso é a Stela (Maitê Proença), em Passione. Linda, rica, inteligente, é sempre humilhada pelo marido, Saulo (Werner Schunemann). Aguenta calada e, com os amantes, tenta recuperar a autoestima. "Ela é maltradada pelo marido e sofre por não ser admirada", conta Maitê.
Reaja com classe!
O que não falta é gente que derruba nossa autoconfiança. Um comentário maldoso e pronto, acaba o seu dia. E pior: você começa a acreditar no que ouve. Pois dê um basta em quem tenta te derrubar! Você é poderosa e deve saber mostrar isso.
Descubra o seu valor!
Veja as lições da psicanalista, escritora e blogueira Beth Valentim...
Não se coloque como vítima
Não se sinta inferior a ninguém. Quebre as armas para que o "inimigo" repare que não atingiu você. Isso vai deixá-lo inseguro, sem controle da situação.
Busque sua liberdade
Não dá para ser refém de ninguém nessa vida! Você merece um banquete, e não as migalhas!
Surpreenda
Quanto mais tentarem te destruir, mais você deve ficar autoconfiante! Cuide da saúde, arrume-se, sinta prazer de viver! Assim, quem puxar seu tapete vai cair no chão.
Como aumentar a autoestima
Coloque uma lente de aumento nas suas qualidades e se concentre em transformar seus pontos fracos
Quem se gosta está sempre de bem
com a vida
Foto: Célia Mari Weiss
É fácil identificar uma pessoa que gosta de si mesma: ela é segura em suas ações e acredita em seu potencial. "Quem tem autoestima satisfatória sente-se confortável diante da vida e não se assusta com os desafios de cada etapa", diz a psicanalista Anna Verônica Mautner. O sentimento de não se sentir demais nem de menos é a marca de quem acumulou boas doses de amor-próprio. A autoconfianca pode ser medida nas realizações pessoais e profissionais. Mas como fortalecer essa proteção emocional?
O primeiro passo, diz a psicóloga Arlene Barmak, é fazer uma retrospectiva e identificar comportamentos e crenças negativas, desde a infância até a fase atual. Esse reconhecimento permite transformar o que não deu certo. "Em vez de pensar 'sou assim e pronto', pense 'estou assim e posso mudar para melhor'", orienta. Encarar as próprias falhas não significa lidar com elas para sempre. "Coloque uma lente de aumento nas qualidades, enquanto se concentra em transformar seus pontos fracos. Isso resulta em mais força", garante a psicóloga.
Revista Máxima: O que determina uma boa autoestima?
Arlene Barmak: Em geral, os primeiros 3 anos da criança são fundamentais para que ela desenvolva uma boa autoestima. Quando ela se sente emocionalmente nutrida, acolhida, aceita nas suas fraquezas e reconhecida por seus talentos; a tendência é que desenvolva apreço por si mesma. Essa é a base para que ela naturalmente reconheça suas qualidades e fragilidades de maneira saudável.
Teste: Como vai a sua autoestima?
Revista Máxima: O que diferencia uma pessoa que tem boa autoestima de outra que não tem?
Arlene Barmak: A característica mais forte de quem se gosta é o sentimento de adequação. Ela se sente confortável nas mais diversas situações. Já quem tem baixa autoestima demonstra mais sentimentos como medo, culpa, negatividade, indecisão e inadequação. Também, por insegurança, exigem demais dos outros e de si mesmas.
Revista Máxima: Como aumentar o amor próprio?
Arlene Barmak: Uma atitude importante é aceitar-se nas falhas, sem se identificar demais com elas. Em vez de pensar, "sou assim, não tem jeito", imaginar que está assim no momento, mas pode mudar e melhorar. Quem tem autoestima é "proativo", não fica esperando as coisas acontecerem. Age, vai atrás, em vez de sempre reagir ao outro.
Revista Máxima: O cuidado consigo mesma reflete isso também?
Arlene Barmak: Sim, a autoestima se revela no nível físico, mental e espiritual. Quem cuida da alimentação, pratica exercícios, gosta de se cuidar e estar bonita, demonstra que tem apreço por si mesma. No emocional e no espiritual são aquelas pessoas que procuram ver sempre o copo cheio, em vez de focar no que não têm, ou no que não podem realizar. Em resumo, quem se gosta está sempre de bem com a vida.


