Apego ao Sofrimento

Um tema como este não poderá deixa de abordar “Ausência de Amor” que existe e insiste dentro de um número cada vez maior de pessoas. A ausência de amor que se enraizou num apego ao sofrimento.
A RECOMPENSA EM INFELICIDADE
Felicidade é um fenômeno universal, não há nada especial sobre ela. As árvores ,os animais ,são felizes .
Toda existência é feliz, exceto o ser humano apegado a infelicidade. Sendoi nfeliz, o homem se torna especial.
A infelicidade atrai a atenção das pessoas. Quando se é infeliz é assistido e amado. Todo mundo começa a cuidar de você. Quem vai querer magoar uma pessoa sofredora?
Quem tem ciúmes de uma pessoa infeliz? Quem vai querer ser contra essa pessoa? Isso poderia ser muito maldoso.
A pessoa sofredora é cuidada, amada, assistida. Há um grande vantagem na infelicidade. A pessoa sente que ela não está só, tem platéia .Quando você está doente, depressivo, na infeliz, os verdadeiros amigos , vêm consolá-lo.
Feliz? Você sabe o que a felicidade é? Ela é Hindu, Cristã, Maometana?
A felicidade é simplesmente felicidade. A pessoa é transportada para um outro mundo. Não faz mais parte do mundo que a mente humana criou, não é mais parte do passado,.
Quando você está realmente feliz, alegre, o tempo desaparece, o espaço desaparece.
Albert Einstein disse que no passado os cientistas costumavam pensar que haviam duas realidades – tempo e espaço. Mas ele disse que essas duas realidades não são duas – elas são duas faces de uma única
realidade. Dessa forma ele cunhou a palavra espaço tempo, uma única palavra. O tempo não é nada mais senão a quarta dimensão do espaço.
Einstein não era um místico, senão ele poderia ter introduzido a terceira realidade também – o transcendental, nem espaço nem tempo. Isso também está lá, eu o chamo de testemunha. E uma vez que esses três estão lá, você tem toda a trindade. Tem todo o conceito do trimúrti, as três faces do divino. Assim tem todas as quatro dimensões. A realidade é quadrimensional: três dimensões de espaço e a quarta dimensão do tempo.
Mas há algo mais, que não pode ser chamado de quinta dimensão, porque não é a quinta realidade, é o todo, o transcendental.
Quando você está feliz começa a se mover para o transcendental.
Descobrindo as amarras –
É difícil admitir que podemos desejar estar num estado de infelicidade. Entretanto, é importante entendermos que este “desejo” se dá de forma inconsciente e é exatamente a falta de consciência do que sentimos que nos mantém no estado que queremos mudar.
Existem dois fatores que determinam este desejo inconsciente:
O inferno conhecido
Desejamos o conhecido, aquilo que nos é familiar. O desconhecido traz desconforto, ansiedade e medo e isto nos faz recuar mantendo-nos no mesmo estado que de uma certa forma queremos evitar, mas nos falta força para vencer a apreensão gerada por estes sentimentos. Então, se por um lado queremos sair da inércia, da tristeza, do sofrimento, por outro lado ansiamos por ficar no “inferno conhecido”.
Quem sabe um pouco mais adiante?
Quem sabe se “isso” ou “aquilo” acontecer primeiro?
E assim, vamos permanecendo no mesmo lugar de sempre.
Há aqui um aspecto a ser abordado, interessante e extremamente triste. O que levou um adulto a sentir-se confortável com a infelicidade? A familiaridade com o sofrimento.
A familiaridade com o sofrimento é criada desde muito cedo, quando ainda somos bem pequenos e incapazes de argumentar e questionar.
A criança assume sempre que o erro parte dela, que a inadequação é dela e não dos acontecimentos ou pessoas que estão a lhe cercar. Somente um estado de sofrimento freqüente pode nos levar a sentir familiaridade com ele. Cabe aqui salientar que são vários os fatores que compõem este “sofrimento”, podemos falar da ansiedade, da culpabilidade, do medo, da raiva, do sentimento de inferioridade, da humilhação, da falta de espaço, do desrespeito e de muitos outros assuntos que sabemos fizeram parte da infância da maioria de nós.
Para muitos estes fatores eram tão freqüentes e intensos que hoje vemos adultos agindo de forma imatura, travados no mesmo lugar, sem conseguir sequer imaginar o que fazer se as coisas deixarem de ser como antes. E isso é mesmo muito triste.
Sabe quando viajamos para um lugar sensacional, o clima está ótimo, a comida é maravilhosa, não temos que resolver nenhum problema, estamos em companhia de quem amamos e… Chega um momento que precisamos voltar para nosso lar, nossa cama, nosso ambiente. Por que? Porque sentimos falta do familiar, do conforto do conhecido. Assim também acontece com tudo o mais e é fácil de entender porque se por um lado queremos uma vida mais plena e feliz, por outro acabamos voltando, ou até mesmo nem saindo, do lugar e da vida onde estamos.
Despertando simpatia
Este outro aspecto está diretamente ligado ao primeiro, porque parte do conforto que sentimos em nos manter num estado infeliz e de sofrimento é exatamente a simpatia que o outro tem por nós.
Nossa cultura nos ensina a sermos solidários com aqueles que sofrem, que tem menos, que são infelizes. Quando recebemos uma parcela maior de atenção e carinho? Quando estamos doentes, ou com algum problema sério.
É como se, somente através do sofrimento fosse possível manter os que amamos ao nosso redor de forma incondicional.
Ao mesmo tempo que isso ocorre, as pessoas se identificam com os problemas dos outros e tendemos a ser mais atenciosos com aqueles que nos identificamos. Sentimos que somos importantes, estamos ajudando e colocamos o nosso senso de valor sobre tarefas que desempenhamos em auxílio ao outro.
Gostamos tanto do calor do outro que chegamos a depender disso para nos mantermos “confortáveis”. É claro que é muito bom o contato, a simpatia e o carinho das pessoas, principalmente das que nos são queridas, é importante não nos mantermos num estado de infelicidade por conta disso.
A dependência se forma a partir de um ciclo: quanto mais usamos um argumento/artifício mais ficamos dependentes dele .
Somos capazes de transformar aquilo que podemos de fato e de forma consciente “perceber”. Muitas nuances de nossas vidas são extremamente dolorosas e tendemos a evitar fazer contato com elas.
Um dos aspectos é o fato de tendermos ao conforto do conhecido .
Percebemos como este lugar é familiar e ao mesmo tempo difícil de viver.
Para a criança, os adultos representam a voz da autoridade em sua vida. Os pais ou responsáveis por ela são a autoridade máxima. Tudo o que lhe foi ensinado, todas as crenças, temores, palavras ainda são fortes presenças em sua vida.
Durante os anos vividos vamos acumulando experiências e formando nossos conceitos, mas as idéias mais sólidas que temos sobre a vida e sobre nós mesmos são formadas na infância.
Isso se dá porque a criança não tem força de argumentação, sua lógica se limita ao seu mundo e só mais adiante é que ela desenvolve o seu senso crítico, passando a ter um entendimento de individualidade e uma noção de certo e errado.
Logo, as imposições que são feitas à criança, as comparações, exigências e as condicionais de amor tem um vulto forte e carregado de autoridade. E, não poucas vezes esta autoridade nos fez achar que eramos indesejados. Que falavamos demais ou de menos, ríamos demais ou de menos, nosso esforço não era o suficiente, nossa criatividade incomodava e assim por diante. Outras vezes aprendemos que o mundo não é fácil, que as pessoas não são confiáveis, que o dinheiro é sujo, que tudo tende a piorar, que somos pecadores desde o dia em que nascemos, que somos culpados por quase todas as coisas, que nada do que fazemos é certo.
Bem, não me parece um mundo muito feliz. Você pode dizer: mas eu era feliz, sorria e brincava e muito. Sim, mas este é um outro lado fantástico da criança.Algumas vezes, ela transforma fantasias em atrocidades e precisa disso pra sobreviver .Você pode ser um dos privilegiados que tiveram pais maduros e preparados. Entretanto, a maioria de nós não os teve. Nossos pais tinham uma grande ausência de apoio e respeito, pois não foram nutridos por seus próprios pais, e é muito difícil dar o que não se tem. Por padrão, só podemos oferecer ao outro aquilo que trazemos em nós. Se temos medo, ansiedade ou rancor é o que seremos capazes de distribuir e compartilhar.
E assim, fomos crescendo e nos acostumando a isso tudo. Aliás, a vida dos nossos amigos também tinha uma base bem semelhante de construção, então isso era normal, era assim com todo mundo, a vida era dessa forma mesmo. Fomos nos acostumando a este estilo de vida e ela foi se tornando cada vez mais familiar.
Hoje, adultos que somos, não queremos mais viver num clima ruim. Sentimos que falta alguma coisa e queremos modificar nossas vidas, sermos mais felizes. Isso é saudável, natural, maravilhoso mas, por que eu não consigo? Por que isso é tão difícil? Por que eu acabo sempre voltando para o mesmo lugar?
Por mais insano que possa parecer ansiamos pelo clima de pobreza, ansiedade, medo,angústia, rancor e infelicidade que já conhecemos. Nos sentimos seguros neste clima hostil, ele nos é familiar, confortável e acabamos voltando a ele.
Quando viajamos para um lugar lindo, aposentos confortáveis, comida excelente e companhia maravilhosa, chega um momento em que sentimos falta do nosso lar, queremos voltar.
Mas de volta em casa eu tenho problemas a resolver. Tenho uma rotina e um mundo que eu conheço.
“Ai que saudade da minha cama”
Quantas vezes você já falou ou ouviu falar essa frase? É desta forma que acontece na relação “busca da felicidade x retorno à infelicidade”, por mais insano que possa parecer.
A solução
O primeiro passo para a solução deste impasse é a consciência. Estar atento à forma como isto acontece em sua vida, entrar em contato, admitir que acontece.Só podemos transformar aquilo que CONHECEMOS. Com a consciência desperta você encontrará naturalmente, a sua solução através de uma decisão íntima e comprometida com suas ações e objetivos.
A decisão e comprometimento o levarão a se familiarizar com uma vida nova e mais feliz. Mas não se apresse, não se cobre demais apenas mantenha a atenção aos acontecimentos e aceite que as coisas estão ocorrendo de uma determinada forma. Esta é a mágica da transformação.
LEMBRE-SE,o sofrimento desperta a simpatia do outro e isto faz com que nos agarremos a ele.
Existem dois aspectos muito importantes que nos afastam da tão sonhada felicidade. O primeiro aspecto que é a familiaridade com o sofrimento . O Segundo aspecto é o inferno conhecido –
O apego acontece quando pensamos encontrar um benefício em alguma coisa ou alguém. Se a origem de algo bom é identificada, tendemos a nos apegar e encontramos dificuldade em abrir mão disto. O problema se encontra quando acreditamos obter algum benefício, quando na verdade o contrário ocorre. Normalmente, isto se dá quando o benefício ocorre de forma aparente porque de fato, a longo prazo, estaremos colhendo um resultado negativo.
Com o sofrimento é assim, de imediato, quando algo nos acontece, logo somos cercados por amigos, parentes e pessoas queridas que nos enchem de atenção e carinho. Sem perceber, os momentos de atenção se tornam muito especiais e de forma inconsciente, dependendo do tamanho da carência de cada um, queremos que se tornem freqüentes. Como conseguí-lo? Sofrendo novamente.
A percepção deste fato é muito sutil, é mesmo necessário uma alta dose de consciência para percebemos este mecanismo acontecendo. Muitas pessoas permanecem e alimentam um determinado fato triste ou algo ruim por conta da necessidade de atenção.
Muitas vezes, podemos ver em conversas comuns uma certa disputa sobre quem sofre mais, quem tem o maior problema, quem possui a pior doença ou quem já viveu a maior dor. É como se o detentor do maior sofrimento fosse o vitorioso da questão, o que pode angariar a maior simpatia. Todos respeitam o sofredor, todos são solidário à ele, todos correm para ajudá-lo. É assim que aprendemos e vivemos. Ansiosos pela simpatia do outro, pela atenção que podemos ter e até mesmo pela admiração que recebemos por nossas doses de sofrimento. Isto cria um apego difícil de ser abandonado. Em casos mais críticos este apego tende a tornar-se um vício, levando muitas pessoas a viverem em constante sofrimento.
A cura
Se por um lado, o sofrimento traz atenção e carinho imediatos, por outro nos faz completamente infelizes. Pensamos, inconscientemente, encontrar um benefício e nos apegamos a ele, mas na verdade, o que temos é uma chaga que corrói até o limite do insuportável. Se não fosse pela beleza harmônica da Criação o ser humano não buscaria a cura para esta doença, mas a perfeição do Universo é tamanha que um dia cansados de sofrer nos perguntamos: o que está acontecendo comigo? E só então, iniciamos nossa busca para a felicidade.
No início, esta busca é muito árdua porque além da dificuldade em ver o que acontece, tendemos a criar resistência. E como o sofrimento é um apego/vício acabamos retornando à ele e vamos percorrendo este caminho até que tenhamos aprendido a não voltar mais.
Por mais incrível que pareça, o processo se torna difícil por conta de não sabermos viver de forma diferente, sem a mesma atenção de antes.
Não sabemos ser felizes, não estamos acostumados a isso. Não estamos acostumados a encarar pequenos problemas como coisas naturais. Não estamos acostumados a reconhecer o valor que temos em nós pelo que somos, aprendemos a depender do outro para nos valorizar.
Encontramos dificuldade em não fazer parte do grupo, podemos nos sentir excluídos deste mundo onde as disputas se dão por conta de quem sofre mais. Temos medo da falta de identificação e da rejeição. Temos medo de brilhar.
Como disse Marianne Williasom:
“Nosso maior medo não é o de sermos incapazes.
Nosso maior medo é descobrir que somos muito mais poderosos do que pensamos.
É nossa luz e não nossas trevas, aquilo que mais nos assusta.
Vivemos nos perguntando: quem sou eu, que me julgo tão insignificante, para aceitar o desafio de ser brilhante, sedutora, talentosa, fabulosa?
Na verdade, por que não?
Procurar ser medíocre não vai ajudar em nada o mundo ou os nossos filhos.
Não existe nenhum mérito em diminuir nossos talentos, apenas para que os outros não se sintam inseguros ao nosso lado.
Nascemos para manifestar a glória de Deus – que está em todos, e não apenas em alguns eleitos. Quando tentamos mostrar esta glória, inconscientemente damos permissão para que nossos amigos possam também manifestá-la.
Quanto mais livres formos, mais livres tornamos aqueles que nos cercam.
A Negatividade alimentada pelos meios de comunicação- A Cultura da Miséria Cotidiana
Do que se trata afinal –
A Felicidade é um estado que independe dos acontecimentos que nos cercam e das pessoas com as quais nos relacionamos.
Quando ouvimos dizer que a “felicidade está dentro de nós” isso significa que um mesmo acontecimento pode nos fazer sentir extremamente felizes numa hora e em outra passar sem que nos afete. É o nosso estado interior que determina nosso grau de felicidade.
Quantas pessoas sentem-se felizes com tão pouco, enquanto outras passam a vida em busca de algo que lhes complete, sentindo um grande vazio interior. Isto acontece porque nosso estado de bem ou mal estar é definido de acordo com o equilíbrio que conseguimos encontrar em nós.
Um Labirinto
De fato, a maioria das pessoas passa a vida a buscar por acontecimentos e relacionamentos que as realizem, que as completem e que as façam desfrutar de um sentimento de plenitude. Viver as coisas boas da vida é algo muito natural e saudável, o problema começa a ocorrer no momento em começamos a depositar todo nosso bem estar fora de nós mesmos, atribuindo os bons momentos aos que nos cercam ou aos eventos exteriores.
É preciso desenvolver a percepção de que enquanto necessitarmos de algo externo para nos sentirmos completos, estaremos colocando a autoridade e poder de nossas vidas no lugar errado. Tudo que está fora de nós deve representar apenas um “algo mais”, um “plus”. Uma pessoa ou acontecimento deve nos acrescentar e nunca completar.
Sem este entendimento, tendemos a nos perder. É como se nos situássemos em um labirinto pois paredes são construídas com base no que é externo, não nos permitindo encontrar a saída. Ficamos embaraçados diante daquilo que se apresenta e perdemos a visibilidade da saída.
Algumas pessoas chegam a entrar em depressão porque em determinado ponto desta história, o que é externo vai deixando de proporcionar satisfação e as frustrações começam a surgir, levando algumas vezes à estados profundos de desilusão.
Mundo
Nunca antes, na história do mundo, se teve notícia de uma quantidade tão grande de pessoas que tem buscado os consultórios médicos a procura de alívio para sintomas emocionais como: ansiedade, síndrome do pânico, transtorno bipolar e depressão, entre outros.
E também, nunca antes, presenciamos tamanha expressão de violência por parte das pessoas de todo mundo.
Este é um retrato do resultado para o esforço que o ser humano tem despendido em sua busca (infrutífera) ao exterior por aquilo que invariavelmente ele só encontrará dentro de si.
Solução
Da mesma forma, é cada vez mais crescente o número de pessoas que buscam por tratamentos e atividades alternativas como forma de driblar ou aliviar os sintomas das crises emocionais. A sabedoria universal se encarrega de orquestrar os eventos para que a harmonia possa se destacar diante da desordem que se apresenta (aparente).
O sofrimento exige tamanho esforço que, num determinado momento o ser humano se cansa e “forçosamente” acaba por direcionar sua busca para o local correto: dentro de si mesmo.
O que irá determinar o nosso bem estar, sensação de prazer e nível de satisfação, está dentro e não fora de nós.
Lançar um olhar franco e consciente para o que acontece conosco; reconhecer, sem julgamento, o que de fato gera em nós as insatisfações e dispor-se a buscar ajuda, quando necessário, são atitudes que irão favorecer nossa busca.
Entender que a felicidade não consiste na ausência de problemas é fundamental. Se hoje, uma pessoa não tivesse qualquer preocupação, ela inventaria alguma. Isso faz parte da natureza humana e a impulsiona ao crescimento. Logo, saber conviver com as divergências, lançando um olhar menos crítico; relaxar através da confiança de sermos filhos amados do Criador e aprender a colocar foco mais positivo na vida são escolhas que nos levarão à Verdade.
Todos tem direito a felicidade e a forma como nos colocamos diante dos diversos acontecimentos que fazem parte das nossas vidas e dos relacionamentos que temos vão, de uma maneira direta, interferir nos resultados que podemos obter e em nosso nível de alegria, prazer e bem estar.
Dicas de conquista
A felicidade pode ter representações diferentes para as pessoas e por este motivo é natural, que cada um encontre sua forma particular de buscá-la. Entretanto, alguns posicionamentos e algumas conquistas formam um padrão comum que podem nos ajudar nesta busca tão importante.
Apesar da compreensão de que a “felicidade está dentro de nós” e de que isto deveria significar o fim de uma busca, o contrário invariavelmente acontece. Porque faz parte da natureza humana criar resistência, não acreditar na simplicidade e enrijecer diante das questões. É por isso que este artigo surgiu, para ajudar durante a busca pela felicidade. Aliás, de acordo com alguns sábios: A felicidade não está no final e sim ao longo caminho.
Então, boa viagem e utilize as dicas que serão apresentadas.
Julgamento – Situações
Se observarmos com atenção, veremos que passamos a maior parte do nosso tempo envoltos em julgamentos e críticas. Julgamos os fatos, julgamos as pessoas e julgamos a nós mesmos.
Passamos o tempo a analisar se uma coisa é certa ou errada, é boa ou ruim, é agradável ou desagradável, é feia ou bonita e assim por diante. Temos uma imensa dificuldade em simplesmente aceitar as coisas como são. Precisamos analisá-las e criar um rótulo para elas (boa/ruim, feia/bonita) para somente depois apreciá-las ou descartá-las.
É claro que é importante decidirmos se algo nos cabe ou não. Mas, o problema está na tensão que envolve a análise, no estresse que colocamos em nossos julgamentos. Se algo é rotulado de “injusto” o processo de análise deste algo se dá através de uma indignação profunda, uma revolta e muitos outros sentimentos que produzem em nós uma grande insatisfação e acabam por nos deixar num estado tenso e infeliz.
Repare que muitas vezes antes de descartarmos uma situação, antes de decidirmos que não a queremos em nossas vidas, tendemos primeiro a experimentá-la emocionalmente. Nos imaginamos vivenciando a situação, temos dificuldade em fazer nossas escolhas com base apenas no conhecimento e na experiência, acabamos experimentando um pouco (ou muito) da emoção do que não desejamos.
Isso ocorre por conta do nosso hábito de julgamento e crítica. Lembre-se um dia de chuva é apenas um dia de chuva e nada mais, aprenda a não valorizar o que você julga como negativo e amplie a sua percepção do que há de positivo em cada situação. Não estou aqui dizendo que você deve mentir ou ignorar as coisas difíceis, mas que deve mudar a sua forma de encarar o que acontece. Reconheça que não é legal, que não está como gostaria e pense no que fazer para melhorar.
Julgamento – O outro
Por conta da dificuldade que temos em reconhecer o nosso próprio valor, vivemos a julgar o outro.
Desde muito cedo aprendemos a viver através de comparações. Quando éramos pequenos nossos pais e responsáveis nos diziam que deveríamos ser tão estudiosos, tão comportados, tão religiosos, tão obedientes ou tão comportados quanto nosso irmão, nosso primo, nosso amigo ou o filho de alguém. Isto criou em nós uma escala de valores onde passamos a basear nosso sucesso, nossas conquistas e até mesmo quem somos nas comparações com os demais.
Logo, existe em nós uma necessidade de comparação que leva ao julgamento dos que nos cercam porque quando julgamos o outro ficamos sabendo em que ponto da escala estamos. Como queremos ser aceitos, queremos ter sucesso e queremos nos destacar acabamos sendo críticos demais em nosso julgamento afinal, esta é uma forma de subirmos na escala. Se o outro é mal então, eu sou melhor que ele.
É como se ofuscando o outro o meu brilho se tornasse mais intenso e assim, eu pudesse ter o meu valor, como pessoa que sou, reconhecido. Na verdade, se não fosse pelo objetivo de comparação nos importaríamos muito pouco com o que o outro faz porque a maioria das coisas não nos atingiriam, não nos incomodariam.
Passamos nosso tempo julgando, analisando, reprovando, procurando o que há de errado e em conseqüência nos sentindo indignados, nos sentindo ofendidos, nos sentindo irritados com as ações dos outros. Tudo isso pela dificuldade em reconhecer nosso próprio valor, o que nos leva ao tópico mais importante de todos: O Julgamento de nós mesmos.
Julgamento – Eu
Este é o tópico mais importante porque no momento em que pararmos de julgar a nós mesmos e aprendermos a nos aceitar, deixaremos a necessidade de julgar o outro, reconheceremos nosso próprio valor e com certeza seremos mais felizes.
Temos uma dificuldade muito grande de aceitarmos quem somos, também crescemos e vivemos num mundo onde essa aceitação não existe. Ou seguimos um padrão estabelecido da sociedade ou somos excluídos dela. Por conta disso, acabamos desenvolvendo um senso crítico muito severo e seguimos pela vida nos maltratando por cada coisa que reprovamos em nós.
Quando há uma aceitação de quem somos, há também uma serenidade que faz parte do processo de transformação, isto é, sempre haverá em mim algo que eu gostaria de transformar, algo que não está de acordo com meus valores e quando percebo isso, ao invés de revolta e raiva de mim mesmo simplesmente, aceito e penso: como posso fazer para mudar isso?
Pense bem, você passou a vida se criticando: sou tímido , acomodado, fraco , não sou bom o suficiente . De que tudo isso adiantou até hoje? Alguma vez, tratar-se mal fez com mudasse seu comportamento e suas atitudes? Na verdade, se mudou alguma coisa, saiba que a mudança se deu “apesar disso e não por causa disso”.
Esse entendimento é fundamental porque a sua felicidade está diretamente ligada ao desprendimento da crítica e à aceitação. A aceitação leva a um estado de relaxamento muito intenso e de compreensão profunda, fazendo com que a maior parte da tensão que nos cerca se dissolva e ampliando o nosso bem estar.
A tensão e o estresse são cada vez mais constantes na vida de todos nós. As diversas atividades desempenhadas, a corrida contra o tempo, a busca pelo sucesso, as disputas e muitos outros fatores, costumam manter as pessoas num estado de alerta contínuo. E como as pausas são poucas e curtas, não há tempo suficiente para o relaxamento.
Estímulo
Desafios são sempre muito bem vindos e mantém as pessoas em constante evolução. Ter objetivos também é essencial para uma vida de satisfação. A pessoa que não tem objetivos traçados em sua vida, tende a não sair do lugar e ter dificuldade em construir, trazendo frustração. Devemos ter objetivos bem claros a curto, médio e longo prazos. Por exemplo, objetivos vão desde uma viagem de férias até a compra de um apartamento. Com planejamento, nos sentimos motivados ao trabalho, ao estudo, à organização porque temos um “porquê”.
Já dizia Victor Frankl:
“Quem tem um porquê enfrenta qualquer como.”
Os desafios costumam manter as coisas aquecidas, tudo que é fácil demais ou rotineiro demais acaba por tornar as coisas monótonas, precisamos dos desafios para criar movimento e prazer nas conquistas. Na verdade, só há conquista se houver desafio. Temos que ter clareza quanto ao que é desafiador para nós, tomando cuidado em dois aspectos:
Primeiro: O que é desafiador para uns pode não significar nada para outros. Para uns emagrecer pode ser muito fácil, enquanto que para outros é um grande desafio. O mesmo acontece com economizar, se organizar, fazer uma atividade física, estudar, etc.
Segundo: Muita atenção para não gerar desestímulo ao invés de estímulo. Quando criamos para nós desafios difíceis demais ou até mesmo fora da nossa possibilidade de alcance, acabamos nos frustrando e até mesmo deprimindo. Os desafios devem ser como temperos, dando “sabor” aos objetivos.
Relaxamento
Tudo em excesso traz prejuízo e muitas vezes vale mesmo à pena perguntar: Por que estou agindo assim? O que vou ganhar com isso?
É importante parar, respirar um pouco e ver se não estamos forçando muito as coisas. Existe uma pergunta muito interessante que deve ser usada em momentos de tensão: Qual a pior coisas que pode acontecer?
Ao respondê-la, na maioria da vezes, veremos que a nossa tensão não faz sentido.
Sem nos dar conta, acabamos entrando num processo tenso simplesmente porque vamos seguindo os acontecimentos e acumulando tensões de cada etapa. Quando nos damos conta, estamos experimentando um estado emocional que de forma alguma condiz com a realidade do momento. Estamos vivenciando exageradamente, um estresse desnecessário, fora da proporção que o momento pede. Então, criamos um ambiente com várias possibilidades de falhas, porque uma pessoa quando está num clima de desgaste emocional, tende a ter dificuldade de ver as oportunidades com clareza e os riscos de forma distorcida. Neste ambiente, as chances de falha aumentam e aí acabamos realimento o ciclo de tensão. Por este motivo é que, invariavelmente, muitas pessoas ficam doentes.
Questione-se. uestione-se quanto ao tamanho do problema que está passando. Tente ser objetivo e se perceber que está tendo dificuldade em avaliar a questão que se apresenta, peça ajuda e compartilhe as suas impressões.
Respire. Quando estamos tensos, paramos de respirar, reduzimos o ritmo ou levamos o ar somente até o peito (a forma correta é até o abdômen), começamos então, a oxigenar pouco o nosso cérebro. Respire e relaxe.
Confie. Existe uma Força Maior que cuida de cada um de nós o tempo todo, tudo tem um motivo e se esta Força é puro Amor então, por mais difícil que possa parecer, estamos sendo amparados. Realmente, não há noite que dure para sempre, a manhã sempre chega e o sol torna a brilhar. Nos momentos mais críticos e de dor extrema esta é mesmo a melhor alternativa. Porém, é válido nos lembrarmos dela em todos os instantes.
Celebração
Aprenda a celebrar seus momentos, suas vitórias, suas realizações. As pessoas costumam se criticar, cobrar muito de si mesmas e a perdoarem-se pouco, esquecendo de se dar parabéns quando são capazes de enfrentar seus medos, de continuar quando tudo parece romper em sua volta e de enfrentar as dificuldades e limitações.
Geralmente, as pessoas esquecem o quanto são fantásticas e ignoram verdadeiros feitos, passando por eles sem se dar conta do quanto foram extraordinários.
Celebre e reconheça suas VITÓRIAS, aprenda a fazer isso sem utilizar de comparações do tipo: Eu fiz mas todo mundo faz. Isso não é real, o único parâmetro real de comparação é você mesmo, só podemos saber o quanto crescemos quando olharmos para o nosso próprio caminho.
O desmerecimento traz desmotivação e gera prejuízos ao nosso crescimento e desempenho. Não há uma pessoa sequer que possa crescer através do desmerecimento. Alguns podem até se iludir e dizer que precisam ser severos consigo mesmos, senão acabam desanimando e não conquistam nada.
Não devemos confundir determinação com desmerecimento. Uma pessoa determinada é aquela que tem um objetivo e o cumpre com método, planejamento, atenção e vontade de chegar ao final. O desmerecimento contempla autocrítica e falta de reconhecimentos dos próprios valores e conquistas.


