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A formação da autoestima e a harmonia com nossos pais
10/02/2019 22:49
A formação da autoestima é alimentada (em parte) pela dinâmica familiar em que fomos educados. É um legado que deixa a sua marca e que às vezes é difícil de curar. Especialmente se veio de um pai ou de uma mãe que nunca amou a si mesmo e que não era hábil quando se tratava de atender às necessidades, dar incentivo ou acolher os seus filhos com carinho.
Muitos psicólogos dizem que, para ter sucesso na vida, é preciso uma boa dose de autoestima. Não importa se queremos ou não, mas poucos “combustíveis” nos dão tanta determinação, autoconfiança e sensação de competência. No entanto, muitas vezes passamos pelo mundo com um nível tão baixo de autoestima que é quase impossível ativar o nosso mecanismo de superação.
“A maioria dos medos de sermos rejeitados tem a sua origem no desejo de sermos aprovados pelas outras pessoas. Não baseie a sua autoestima nas opiniões alheias”. – Harvey Mackay –
Como explicou a famosa antropóloga cultural Margaret Mead, a família é o primeiro grupo social onde o conjunto de interações que ocorrem determina uma boa parte de quem somos. Os nossos pais têm o dever e a obrigação de preencher esse depósito com nutrientes adequados, ricos componentes onde não haja falta de segurança, carinho, consideração, e um impulso vital capaz de nos encorajar a andar pelo mundo nos sentindo importantes.
No entanto, neste caminho árduo na formação da nossa autoestima, nem sempre recebemos esse combustível. Isso nos leva inevitavelmente a iniciar um caminho de busca pessoal na tentativa de consertar aquela infância em que faltaram muitas coisas…
A formação da autoestima e a harmonia com nossos pais
A formação da nossa autoestima começa na infância. No entanto, isso significa que a autoestima está completamente determinada por todo esse conjunto de experiências anteriores vividas na nossa infância e juventude? Bem, na psicologia, como em grande parte das ciências, a palavra “determinismo” é perigosa e tem profundas nuances.
Nas questões psicológicas, tudo o que aconteceu na infância nos influencia muito, mas não nos determina. Ou seja, o ser humano e, especialmente, o seu cérebro, têm muita plasticidade e uma grande capacidade de superação. No entanto, tudo isso nos obriga mais uma vez a olhar para a grande importância da nossa educação e a qualidade dos relacionamentos com aqueles que cuidam de nós e que nos fornecem não somente o sustento, mas também um legado emocional e educacional.
Para aprofundar esse assunto é interessante ler os livros do Dr. Ed Tronick, especialista em desenvolvimento infantil e professor de pediatria da Universidade de Harvard. Um dado interessante citado por este psicólogo é que, para favorecer o desenvolvimento da autoestima infantil, é necessário estar emocionalmente sintonizado com as crianças. No entanto, em muitos dos seus trabalhos, ele demostrou que mesmo bons pais não conseguem estar em sintonia com seus filhos nem 40% do tempo.
É provável que esses dados nos parecem alarmantes e até dramáticos. No entanto, o Dr. Tronick aponta algo que nos convida para uma reflexão. A razão pela qual muitos pais não se conectam 100% com as necessidades emocionais dos seus filhos é porque não agem dessa forma consigo mesmos.
Um pai estressado, cheio de resistências e problemas emocionais não resolvidos estará enviando uma série de códigos, esquemas inconscientes e linguagens para a criança que os absorverá e agirá da mesma forma. Neste caso, será incapaz de proporcionar aos pequenos o desenvolvimento de uma boa autoestima, uma vez que não possuem bons alicerces, raízes firmes com as quais dar exemplos, orientar com atenção e segurança.
A família influencia, mas você decide
A formação da autoestima ao longo da infância é influenciada principalmente por três fatores: aparência física, nosso comportamento e nosso desempenho escolar. A maneira como nossos pais lidam com essas três dimensões pode nos encorajar a crescer em segurança e confiança ou, ao contrário, a nos escondermos na concha do desamparo, solidão e medo.
“A pior solidão é não estar confortável consigo mesmo”. – Mark Twain –
O mais complexo de tudo isso é que, até hoje, continuamos a ver comomuitos pais e mães são imaturos e inconscientes quando se trata de cuidar da sua linguagem e forma de comunicação com as crianças. Basta ouvir suas conversas na porta dos colégios para entender como, sem perceber, eles cortam uma a uma as asas da autoestima dos seus filhos.
O uso de comparações, de afirmações absolutistas (você é uma negação, nunca será aprovado …) ou a incapacidade de perceber problemas emocionais ocultos, muitas vezes leva as novas gerações a arrastar o mesmo problema dos seus próprios pais: a falta de autoestima.
A família influencia a formação da autoestima, mas o que aconteceu no passado não deve determinar a nossa vida. Está em nossas mãos parar de se machucar por não ter o combustível necessário para suprir a autoestima. É possível reparar uma infância de carências para suprir a nossa maturidade de tudo o que os outros não puderam nos dar.
É necessário aprender a nos abastecermos, parar de buscar fora o que podemos encontrar dentro de nós mesmos. A autoestima deve ser trabalhada todos os dias; ela requer mudanças, exige coragem e necessita, acima de tudo, de uma grande dose de amor próprio. Independentemente do nosso passado, sempre é tempo de gerar mudanças, de investir na autoestima.Sabemos que não podemos amar outras pessoas se antes não amarmos a nós mesmos. Afinal, como o nosso amor próprio influencia a escolha do companheiro amoroso?
Para amar a si mesmo é preciso se conhecer muito bem. Isso implica entender a nossa história de vida, aprender com ela e, o mais difícil, aceitá-la. Além disso, é importante considerar que os nossos níveis de autoconhecimento e autoestima são fundamentais para a escolha do companheiro amoroso.
Por mais conscientes que sejamos das vantagens de gostar tanto de nós mesmos quanto de outras pessoas, não aprendemos a fazer isso sem realizar um trabalho pessoal e sem observar exemplos e modelos que nos permitam reconhecer diferentes formas de vinculação afetiva. Segundo as pesquisas realizadas pelo neurologista, psiquiatra e escritor Boris Cyrulnik, devemos observar diferentes pessoas e estilos afetivos ao longo da vida para isso.
“Amar a si mesmo de maneira realista e saudável é um dos principais requisitos da saúde, em toda a extensão do termo, e o melhor caminho para expressar e comunicar o afeto às pessoas que amamos”.
– Walter Riso –
Tipos de casais
Desde os primeiros anos de nossas vidas, aprendemos a nos relacionar com os outros. Em primeiro lugar, nos relacionamos com nossos pais e o resto da família. Eles são o primeiro exemplo de vínculo afetivo. Desde o primeiro minuto, observamos e aprendemos como eles nos tratam e como se relacionam entre si.
Pouco a pouco, vamos ampliando o nosso círculo social. À medida que crescemos, vamos conhecendo mais pessoas até que, finalmente, fazemos a nossa primeira escolha do companheiro amoroso, e com ela, se inicia nosso primeiro relacionamento de casal.
Boris Cyrulnik afirma que nossa infância determinará o vínculo afetivo que estabeleceremos com os nossos companheiros amorosos. A partir da sua perspectiva, existem diferentes tipos de casais que podemos resumir em três principais: o casal em que ambos se apoiam mutuamente, o casal em que um prejudica o outro, e o casal no qual ambos se prejudicam.
O casal formado por duas pessoas que se apoiam mutuamente dura mais e tem uma melhor qualidade de vida, tanto em conjunto quanto separadamente. Além disso, este intercâmbio de apoio contribui de maneira positiva para a saúde de cada um, melhorando o seu equilíbrio emocional e o seu senso de humor. É a única forma de relacionamento que merece ser fortalecida.
Os outros tipos de casais, nos quais os maus-tratos estão presentes de forma unidirecional ou bidirecional, devem ser transformados de alguma maneira, seja através da mudança das atitudes negativas, como a busca de um novo significado que estabeleça as bases de uma relação mais saudável. Se não for possível, o recomendável é pensar se não é melhor abandonar a relação.
Por outro lado, é importante mencionar que, às vezes, para sair de uma relação precisamos sentir segurança e, para isso, buscamos outras pessoas como apoio. No entanto, isso pode levar à busca de um novo companheiro antes do tempo, de maneira que não haverá um aprendizado profundo sobre o que foi vivido e, possivelmente, serão cometidos novamente os mesmos erros nesta nova relação.
Nós somos seres completos
A escolha do companheiro amoroso se realiza de forma inconsciente,tomando como base tudo que foi aprendido ao longo da nossa história, mas de acordo com o momento pessoal no qual estamos. Se não nos esforçarmos para melhorar e conhecer a nós mesmos, não seremos capazes de escolher um companheiro adequado, que nos permita viver uma relação de apoio mútuo.
Um companheiro não pode cobrir completamente todas as nossas necessidades. Por isso, manter esta ideia e esperar que isso aconteça é só uma utopia, uma fonte de frustrações constantes. No entanto, as pessoas precisam se relacionar com outros seres humanos e ter relações de diferentes tipos que sejam enriquecedoras.
Uma das crenças mais perigosas que temos sobre as relações é a ideia de não nos considerarmos seres completos. Este pensamento nos levou a um conceito errôneo sobre o amor, tratando-o como uma emoção que pode tudo. Assim, ao aceitar essa visão, deixamos de ser realistas e ver as limitações que todo amor saudável tem. Deste modo, fazemos uma escolha do companheiro amoroso que pode acabar se transformando em um vínculo sustentado pela dependência e pelo medo.
Diferença entre sofrimento e amor
Nossas crenças e formas de agir não estão determinadas apenas pelo que observamos em nosso entorno imediato. A verdade é que também estamos expostos a uma grande quantidade de estereótipos sociais: modelos rígidos aos quais pensamos que o mundo se adapta.
Os meios de comunicação têm um grande peso sobre as nossas condutas através dos estereótipos que eles reforçam. A televisão, o cinema, a música e a literatura oferecem muita informação. No entanto, devemos prestar atenção e avaliar se esta informação está correta. Nos livros e filmes mais populares encontramosa defesa da mesma ideia: o amor e o sofrimento andam de mãos dadas.
Aparentemente, quando mais os membros de um casal discutem, quanto pior eles se tratam, quanto mais impossível é o seu amor e mais oposição encontram, mais se amam. Deste modo, acabamos escutando e expressando, desde pequenos, frases como “ele briga com você porque gosta de você” ou “quem te quer bem vai te fazer chorar”.
Assim, sonhamos viver amores impossíveis ou secretos, aqueles em que se prioriza a intensidade antes da qualidade. O que nós esquecemos é que tudo isso pode nos levar a uma escolha do companheiro amoroso baseada em fantasias românticas mais do que na realidade e nas necessidades cotidianas.
Além disso, todas estas ideias nos fazem adquirir um papel determinado dentro do casal e, em geral, nas relações sentimentais. Um papel aprendido que pode estar oprimindo o nosso verdadeiro “eu”, nossos verdadeiros pensamentos, sentimentos e desejos. Romper com as ideias preconcebidas, reconstruir esse papel para o qual parece que estamos programados não é fácil, mas é possível.
Ser feliz consigo mesmo
Os conceitos sociais errados sobre uma relação (não só amorosa, mas também em qualquer outro âmbito, como a amizade) podem nos levar a uma péssima escolha de companheiro e à dependência emocional. Nesta situação, esquecemos o nosso direito de ser pessoas com identidade própria e independência.
Neste sentido, para fortalecer o nosso “sistema imuno-emocional”, é necessário conhecer e amar a nós mesmos para escolher com sabedoria o companheiro que faça crescer a nossa felicidade. Além disso, como passo prévio, antes de tentar encontrar a felicidade com o outro é recomendável que já a tenhamos encontrado em solidão.
“Devemos aprender a desfrutar da companhia da única pessoa que, com certeza, vai nos acompanhar pelo resto das nossas vidas: nós mesmos”.
A maturidade na escolha do companheiro amoroso
Por último, é importante considerar que os membros de um casal devem se respeitar e ser capazes de escolher estar juntos a partir da liberdade, e não por necessidade ou dependência. A partir dessa nova ótica, não estaremos em uma relação porque precisamos estar com alguém para preencher o vazio que sentimos com o amor de outra pessoa. Construiremos uma relação de casal porque, apesar de podermos estar sozinhos, preferimos estar com o outro.
A escolha do companheiro amoroso realizada com o coração, levando em consideração as nossas necessidades e desejos, tornará possível uma relação de apoio mútuo. Conseguir este tipo de dinâmica depende de ambos os membros do casal.
Gostar de nós mesmos é um hábito maravilhoso, que em muitas ocasiões é deixado de lado por coisas menos importantes. Valorizar e amar a nós mesmos é a coluna vertebral da nossa felicidade. É o pilar que nos sustenta e cuida, nos protege e, é claro, dá um empurrão para crescermos mais e mais. Por isso trazemos hoje uma coletânea na forma de 12 frases de amor próprio para começar a amar a si mesmo.
O amor próprio é uma bússola que indica o norte, ilumina os lugares escuros e se transforma em farol nas noites difíceis, em que a direção a tomar parece confusa ou incerta. Sem ele ou com a falta dele, estamos mais vulneráveis a todo tipo de manipulação, ficando a mercê de interesses e desejos alheios. Porque ao nos desvalorizarmos, dificilmente teremos a força necessária para impor limites e, quando necessário, impor respeito. Desse modo, acabaremos sendo espectadores e passivos diante de um fenômeno muito triste, o de tomar consciência, pouco a pouco, de que nos tornamos invisíveis.
Entretanto, nunca é tarde demais para perceber que merecemos, e ao mesmo tempo precisamos, de um lugar de honra em nossa lista de prioridades. Sempre é hora de olhar-se no espelho com sinceridade, para reconhecermos a nós mesmos no reflexo e tornar visível aquilo que fingimos não estar ali. Estas 12 frases de amor próprio podem ajudar neste processo tão difícil, mas tão bonito e fascinante, que é amar a si mesmo.
O amor próprio para nos inspirar
A aceitação é o primeiro degrau
“O amor próprio não tem muita relação com como você enxerga sua aparência. É sobre aceitar tudo a respeito de si mesmo”. -Tyra Banks-
Sem dúvidas, esta é uma das frases de amor próprio mais importantes se buscamos começar a amar a nós mesmos. Sem aceitação não há lugar para o amor próprio, que morrerá asfixiado. Não adianta colocar uma fantasia, uma máscara para mostrar-se ao mundo e fazer os outros acreditarem que somos de outra forma. Chegará o momento em que nos encontraremos com nós mesmos e perceberemos que cometemos uma traição.
Para gostar de si mesmo é necessário aceitar a si mesmo. E para aceitar a si mesmo é necessário descobrir a si mesmo. Aceitar nossas profundezas e tratá-las com carinho.
O tempo para si mesmo
“Enquanto você não valorizar a si mesmo, você não valorizará o seu tempo. Enquanto você não valorizar o seu tempo, você não fará nada com ele”. -M. Scott Peck-
Somente quando nos valorizamos percebemos que nosso tempo vale ouro e procuramos definir melhor com quem, com o quê, e como o empregamos. Também reservamos uma parte dele para estarmos a sós com nós mesmos. Porque quando amamos a nós mesmos o tempo deixa de ser um conceito abstrato e se transforma no nosso maior aliado.
A importância de sermos nós mesmos
“Um dos maiores arrependimentos na vida é ser o que os outros querem que você seja, em vez de ser você mesmo”. -Shannon L. Alder-
Esta é uma das frases de amor próprio que devemos ter em mente todos os dias. Às vezes ficamos confusos entre o que os outros esperam de nós e o que realmente queremos. Quase sem querer saímos de nosso caminho para corresponder às expectativas alheias, deixando nossos desejos de lado. Para prevenir esse tipo de comportamento é necessário perguntar a si mesmo: estou fazendo o que realmente quero ou o que os outros querem? Minhas ações fazem com que os outros se sintam bem ou com que eu me sinta bem?
“Levei muito tempo para não julgar a mim mesma através dos olhos dos outros”. -Sally Field-
Outra frase de amor próprio relacionada com a influência exercida pelas pessoas ao redor. Não somos o reflexo dos pensamentos e palavras de outras pessoas. Não podemos viver através de seus olhos. De fato, elas não nos conhecem a fundo, mas têm uma imagem de nós que é fruto de uma mistura do que nós lhes mostramos e do que elas acreditam ser verdadeiro.
O valor de se presentear
“Plante seu próprio jardim e enfeite sua própria alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores”. -Verônica A. Shoffstall-
Não devemos esperar que alguém nos valorize, que diga qual é o nosso valor e nos faça acreditar nisso. Todos os dias são ideais para nos presentearmos com palavras bonitas e passar tempo com nós mesmos. Tratar-nos bem deve ser a nossa prioridade.
A influência das palavras
“A pessoa mais influenciável com a qual você falará todos os dias é você. Tenha cuidado, então, com o que você diz para si mesmo”. -Zig Ziglar-
Outra frase de amor próprio fundamental para o nosso dia a dia. O modo como falamos com nós mesmos influencia a maneira como nos sentimos.Não é a mesma coisa apoiar a si mesmo, dizer palavras motivacionais ou de reconhecimento e fazer uma autocrítica exagerada sobre os erros que cometemos. Por isso devemos cuidar de nossas palavras. Sim, inclusive e principalmente todas as coisas que dizemos a nós mesmos quando estamos sozinhos…
Libertar-se dos medos
“Você será tão incrível quanto se permitir ser”. -Elizabeth Alraune-
Nosso medo é o responsável por impor nossos limites. Se os compreendermos e confrontarmos, seremos mais capazes de dar um passo além, de atravessar a linha divisória entre aquilo que acreditamos ser e o que podemos ser. De fato, não há nada melhor que perceber que estamos fazendo aquilo que nunca cogitamos fazer. O quanto estamos limitando a nós mesmos neste momento?
“As pessoas bem-sucedidas têm medo, as pessoas bem-sucedidas têm dúvidas, as pessoas bem-sucedidas têm preocupações. Mas elas simplesmente não deixam que esses sentimentos as detenham”. -T. Harv Eker-
Ter amor próprio não significa não ter preocupações, dúvidas ou medo, mas continuar apesar de tudo isso. Amar a si mesmo protege, mas não isola dentro de uma bolha. Oferece segurança e força, ajuda a lutar pelo que queremos apesar das dificuldades.
O poder das nossas decisões
“São as nossas decisões, muito mais do que nossas habilidades, as que determinam o que podemos ser”. -J. K. Rowling-
Podemos ter muita habilidade em um determinado âmbito, mas se não nos valorizarmos não poderemos aproveitar todo o nosso potencial. Nesse sentido, se nos valorizarmos, se nos alimentarmos de amor próprio, teremos a capacidade necessária para percorrer o caminho que desejamos.
Gostar de nós mesmos oferece o necessário para nos expressarmos e lutarmos pelos nossos sonhos, graças a nossas decisões.
O amor próprio é um estado de espírito
“O verdadeiro amor próprio não precisa ser divulgado e mostrado em público. É um estado de espírito, uma força, uma felicidade: a segurança”. -Brian Weiss-
Esta é uma das frases de amor próprio que tem mais sabedoria. O carinho não acaricia somente com as palavras. Não é necessário gritar que você valoriza a si mesmo. O amor próprio é muito mais profundo, como disse o psiquiatra Brian Weiss, é um estado, uma força que vem do nosso interior.
Por último, deixamos algumas belas palavras de Nelson Mandela que têm a ver com esse complexo, porém maravilhoso, processo: o de amar a si mesmo.
“Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos, além do que podemos imaginar. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso? Na realidade, quem é você para não ser? Você é filho do Universo. Sentir-se pequeno não fará diferença no mundo. Não há nada iluminador em retrair-se para que outras pessoas não se sintam inseguras. Nascemos para manifestar a glória do universo que está dentro de nós. Não dentro de alguns, somente: ela está dentro de todos e cada um. E quando deixarmos que nossa luz brilhe estaremos permitindo, inconscientemente, que outras pessoas façam o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, liberta os outros”.
A formação da autoestima é alimentada (em parte) pela dinâmica familiar em que fomos educados. É um legado que deixa a sua marca e que às vezes é difícil de curar. Especialmente se veio de um pai ou de uma mãe que nunca amou a si mesmo e que não era hábil quando se tratava de atender às necessidades, dar incentivo ou acolher os seus filhos com carinho.
Muitos psicólogos dizem que, para ter sucesso na vida, é preciso uma boa dose de autoestima. Não importa se queremos ou não, mas poucos “combustíveis” nos dão tanta determinação, autoconfiança e sensação de competência. No entanto, muitas vezes passamos pelo mundo com um nível tão baixo de autoestima que é quase impossível ativar o nosso mecanismo de superação.
“A maioria dos medos de sermos rejeitados tem a sua origem no desejo de sermos aprovados pelas outras pessoas. Não baseie a sua autoestima nas opiniões alheias”. – Harvey Mackay –
Como explicou a famosa antropóloga cultural Margaret Mead, a família é o primeiro grupo social onde o conjunto de interações que ocorrem determina uma boa parte de quem somos. Os nossos pais têm o dever e a obrigação de preencher esse depósito com nutrientes adequados, ricos componentes onde não haja falta de segurança, carinho, consideração, e um impulso vital capaz de nos encorajar a andar pelo mundo nos sentindo importantes.
No entanto, neste caminho árduo na formação da nossa autoestima, nem sempre recebemos esse combustível. Isso nos leva inevitavelmente a iniciar um caminho de busca pessoal na tentativa de consertar aquela infância em que faltaram muitas coisas…
A formação da autoestima e a harmonia com nossos pais
A formação da nossa autoestima começa na infância. No entanto, isso significa que a autoestima está completamente determinada por todo esse conjunto de experiências anteriores vividas na nossa infância e juventude? Bem, na psicologia, como em grande parte das ciências, a palavra “determinismo” é perigosa e tem profundas nuances.
Nas questões psicológicas, tudo o que aconteceu na infância nos influencia muito, mas não nos determina. Ou seja, o ser humano e, especialmente, o seu cérebro, têm muita plasticidade e uma grande capacidade de superação. No entanto, tudo isso nos obriga mais uma vez a olhar para a grande importância da nossa educação e a qualidade dos relacionamentos com aqueles que cuidam de nós e que nos fornecem não somente o sustento, mas também um legado emocional e educacional.
Para aprofundar esse assunto é interessante ler os livros do Dr. Ed Tronick, especialista em desenvolvimento infantil e professor de pediatria da Universidade de Harvard. Um dado interessante citado por este psicólogo é que, para favorecer o desenvolvimento da autoestima infantil, é necessário estar emocionalmente sintonizado com as crianças. No entanto, em muitos dos seus trabalhos, ele demostrou que mesmo bons pais não conseguem estar em sintonia com seus filhos nem 40% do tempo.
É provável que esses dados nos parecem alarmantes e até dramáticos. No entanto, o Dr. Tronick aponta algo que nos convida para uma reflexão. A razão pela qual muitos pais não se conectam 100% com as necessidades emocionais dos seus filhos é porque não agem dessa forma consigo mesmos.
Um pai estressado, cheio de resistências e problemas emocionais não resolvidos estará enviando uma série de códigos, esquemas inconscientes e linguagens para a criança que os absorverá e agirá da mesma forma. Neste caso, será incapaz de proporcionar aos pequenos o desenvolvimento de uma boa autoestima, uma vez que não possuem bons alicerces, raízes firmes com as quais dar exemplos, orientar com atenção e segurança.
A família influencia, mas você decide
A formação da autoestima ao longo da infância é influenciada principalmente por três fatores: aparência física, nosso comportamento e nosso desempenho escolar. A maneira como nossos pais lidam com essas três dimensões pode nos encorajar a crescer em segurança e confiança ou, ao contrário, a nos escondermos na concha do desamparo, solidão e medo.
“A pior solidão é não estar confortável consigo mesmo”. – Mark Twain –
O mais complexo de tudo isso é que, até hoje, continuamos a ver comomuitos pais e mães são imaturos e inconscientes quando se trata de cuidar da sua linguagem e forma de comunicação com as crianças. Basta ouvir suas conversas na porta dos colégios para entender como, sem perceber, eles cortam uma a uma as asas da autoestima dos seus filhos.
O uso de comparações, de afirmações absolutistas (você é uma negação, nunca será aprovado …) ou a incapacidade de perceber problemas emocionais ocultos, muitas vezes leva as novas gerações a arrastar o mesmo problema dos seus próprios pais: a falta de autoestima.
A família influencia a formação da autoestima, mas o que aconteceu no passado não deve determinar a nossa vida. Está em nossas mãos parar de se machucar por não ter o combustível necessário para suprir a autoestima. É possível reparar uma infância de carências para suprir a nossa maturidade de tudo o que os outros não puderam nos dar.
É necessário aprender a nos abastecermos, parar de buscar fora o que podemos encontrar dentro de nós mesmos. A autoestima deve ser trabalhada todos os dias; ela requer mudanças, exige coragem e necessita, acima de tudo, de uma grande dose de amor próprio. Independentemente do nosso passado, sempre é tempo de gerar mudanças, de investir na autoestima.
Desejo com os nossos trabalhos suscitar os valores essencias e positivos do ser humano. Favorecendo a renovação integral do ser, dentro de uma visão sistêmica.
Atuo como elemento catalisador, para ajudar no despertar do Grande Herói que existe em cada indivíduo.