A EXISTÊNCIA, A VERDADE E A ORIGEM
Talvez as questões mais vagas que podemos ter tratam-se da nossa existência ou de nossa origem. Existir é um fato muito curioso, pois não há a “necessidade” de existir. Todos os valores, objetivos e propósitos da existência são atribuídos por aqueles que existem. O que sempre deixa uma indagação cíclica e paradoxal: Para sabermos da nossa existência temos que saber nossa origem? Para conhecermos a nossa origem temos que saber a verdade absoluta de tudo? Aí entra o mais difícil ou, talvez, o impossível: O que é a verdade?
Cada pessoa cria sua verdade, adequando-a aos seus ideais. Há várias versões da verdade. Até a mentira, em essência, é uma verdade até ser descoberta. Então, como conhecer a verdade?
Sabemos que o método que está mais próximo da verdade das coisas é o científico. Os progressos que a humanidade fez com estudos são imensuráveis – e o melhor: a ciência sempre se renova, buscando erros em suas teorias. Mas, mesmo com todo o conhecimento científico que a humanidade possui, estamos apenas iniciando na busca pela verdade. Há muito a ser feito. Portanto, a ciência ainda não nos pode dar uma resposta satisfatória para a nossa existência e origem. Existem teorias, mas ainda sabe-se pouco sobre o Universo para afirmá-las corretas.
A curiosidade humana busca essa resposta. Por isso, na história da humanidade, surgiram muitas teorias sobre nossa origem e o porquê da existência. A problemática é: Seriam algumas destas corretas? Se sim, como saber? Novamente a mesma barreira: Teremos que saber a Verdade.
Neste raciocínio as possibilidades são infinitas: Podemos não existir; podemos existir e projetar nosso mundo; existimos porque os outros pensam e assim reconhecem nossa existência; existimos como um software de uma civilização mais avançada ou até dos verdadeiros homens; ou podemos ser um sonho de um suposto criador. Ou, quem sabe, podemos ainda ser o “criador”.
Por mais que pensemos a este respeito será apenas pseudociência. Não podemos afirmar que o que concluímos sobre um assunto é a verdade inabalável e real, pois foi produto de nossa mente. Por mais que não existam contra-argumentos para uma ideia, ela pode estar longe do que é a realidade.
Mas se não quisermos nos torturar com a procura de uma resposta talvez impossível, devemos acreditar no que nos torna pessoas melhores e não julgar ao outro pelo que ele acredita (apesar de ser uma tarefa incrivelmente difícil). Afinal, não teria tanta certeza assim de nossas ideias. Se estamos aqui, concentremos em extrair o máximo de nossa existência – ou de uma suposta.


