18/01/2020 12:10
Quando identificada e tratada juntamente logo no início e sempre com apoio de um psicólogo e orientação nutricional. Isso porque com o psicólogo é possível identificar a razão que desencadeou a compulsão e, assim diminuir os sintomas e garantir melhora na qualidade de vida e bem-estar da pessoa. O contato com um nutricionista também é importante para que a pessoa não possua deficiência nutricional e possa controlar seus impulsos alimentares e aprender a comer sem medo de engordar.
A compulsão alimentar é um transtorno psicológico que pode começar por causa de crises de ansiedade ou problemas hormonais, por exemplo. Dietas muito restritivas e grandes perdas, como de um ente querido, perder o emprego ou ficar sem dinheiro, também podem levar ao surgimento da compulsão alimentar.
Sintomas da compulsão alimentar
Os principais sintomas indicativos de compulsão alimentar são:
- Comer exageradamente;
- Comer mesmo sem fome;
- Ter dificuldade em parar de comer;
- Pode ou não haver sensação de culpa após o "assalto" à geladeira ou dispensa;
- Comer alimentos estranhos como arroz cru, um pote de manteiga, feijão gelado com queijo e etc.;
- Comer muito rápido;
- Comer escondido;
- Prazer imensurável ao comer;
- Pouca preocupação com o excesso de peso.
O indivíduo compulsivo num momento de "ataque" pode ingerir mais de 10 mil calorias num curto espaço de tempo, quando deveria comer em média 1200 calorias por dia.
Como é o Tratamento
O tratamento para a compulsão alimentar deve ser iniciado o quanto antes e é importante que a pessoa saiba que é preciso algum tempo para que ele comece a fazer efeito. É recomendado que o tratamento para compulsão alimentar seja iniciado por meio de consulta com um psicólogo, pois assim é possível identificar o que levou à compulsão alimentar e, dessa forma, trabalhar esse aspecto durante as sessões de terapia.
É através das sessões de terapia que os sintomas de compulsão alimentar podem começar a ser diminuídos, sendo importante o tratamento complementar com remédios, que deve ser feito sob recomendação médica, e orientação nutricional.
A toma de remédios é importante para regular a função hormonal e, assim, diminuir a fome física e emocional gerada por ansiedade, estresse e depressão. Estes medicamentos devem ser receitados pelo médico endocrinologista e necessitam de receita médica para serem comprados.
O nutricionista é um profissional muito importante para orientar a pessoa no que ele deve comer e quando comer. Este profissional é especializado na alimentação e poderá dar dicas preciosas para vencer a fome, comendo alimentos certos. Já os exercícios servem para melhorar o humor e desviar a atenção da comida, enquanto que as sessões de psicoterapia serão úteis para tratar a parte emocional do indivíduo.
A melhor forma de tratar a compulsão alimentar consiste em fazer sessões de psicoterapia para alterar o comportamento e a forma como se pensa em comida, desenvolvendo técnicas que ajudam a ter uma atitude mais saudável em relação ao que se come.
No entanto, o psiquiatra também pode ter um papel importante através da prescrição de remédios que ajudam a aliviar a compulsão, para que seja mais fácil focar no que o psicólogo ou terapeuta estão tentando ensinar durante a psicoterapia.
Principais remédios para compulsão alimentar
Os remédios mais utilizados para tratar a compulsão alimentar são os antidepressivos, os controladores do apetite e os controladores do sistema nervoso como:
- Sibutramina: libera o hormônio GLP1 no intestino, conferindo uma sensação de que já não é preciso comer mais;
- Fluoxetina ou Sertralina: melhoram a sensação de bem estar, por atuarem diretamente sob a serotonina, uma substância química presente no cérebro que além de melhorar o humor, diminui o desejo de comer doces e promove a saciedade;
- Topiramato: é um medicamento normalmente indicado para tratar convulsões, mas que também pode ser usado para diminuir o excesso de apetite;
- Dimesilato de lisdexanfetamina: geralmente é usado para tratamento de hiperatividade em crianças, mas pode ser usado em adultos para diminuir o apetite descontrolado, promovendo a saciedade.
Qualquer remédio para compulsão alimentar deve ser sempre orientado por um psiquiatra ou médico especializado no tratamento de distúrbios alimentares, já que a dose de cada medicamento pode variar de acordo com o peso e idade de cada pessoa.
Este tipo de remédios só deve ser utilizado quando outras formas naturais não estão apresentando resultados no combate da compulsão alimentar. Além disso, durante o tratamento com estes remédios é muito importante manter as sessões de psicoterapia, assim como manter um plano regular de exercício físico e uma dieta equilibrada.
Veja algumas receitas para emagrecer, que podem completar o tratamento.
Possíveis efeitos colaterais
Embora possam ser usados sob orientação médica, estes medicamentos não são completamente seguros, especialmente quando utilizados por longos períodos. Alguns dos efeitos colaterais mais frequentes incluem boca seca, insônia, tonturas, problemas de memória, formigamento nas mãos e pés, dificuldade para falar ou sedação.
Opções de remédios naturais para compulsão alimentar
Antes de utilizar os remédios para controlar a compulsão alimentar, podem ser testadas algumas opções naturais que ajudam a reduzir o apetite, como:
- Sementes de chia: adicionar 25 g de chia a todas as refeições;
- Açafrão: tomar 90 mg de açafrão em cápsulas, 2 vezes por dia;
- Psyllium husk: ingerir 20 g cerca de 3 horas antes do almoço e do jantar, assim como imediatamente depois;
- Caralluma fimbriata: tomar 1 g em cápsulas, 1 vez por dia.
Estas opções de remédios naturais podem demorar até 1 ou 2 meses de uso contínuo até apresentar os efeitos desejado, no entanto, normalmente não apresentam efeitos colaterais e, por isso, podem ser uma boa alternativa aos medicamentos de farmácia.