A Casa que Eu Decidi Construir em 2026.
Houve um tempo em que eu apenas morava onde dava. Casas erguidas às pressas, paredes levantadas para agradar, telhados improvisados para suportar tempestades que não eram minhas. Algumas casas eram grandes, mas frias.
Outras pareciam seguras, mas não tinham janelas. Em muitas, eu sobrevivia — mas não descansava. Então veio a pergunta que mudou tudo: Que tipo de vida eu quero criar em 2026? Não foi uma pergunta sobre conquistas.
Foi sobre habitar. Percebi que, antes de construir, eu precisava escolher o terreno. Um lugar onde meu corpo pudesse relaxar, minha mente não vivesse em alerta e meu coração não precisasse se defender o tempo todo.
Decidi que a casa de 2026 teria fundação firme, não feita de culpa nem de medo, mas de valores claros e limites respeitados. As paredes seriam suficientes para proteger, mas não tão altas a ponto de me isolar.
Haveria portas — não para todos, mas para quem soubesse entrar com cuidado. As janelas seriam grandes. Eu queria luz. Queria ver o tempo passar sem pressa e permitir que o vento renovasse o ar quando fosse necessário. Naquela casa, nem todo dia seria produtivo. Alguns seriam silenciosos. Outros, criativos. E haveria dias apenas para existir, sem precisar provar nada.
Entendi, então, que criar uma vida não é empilhar metas, mas construir um lugar interno onde seja possível permanecer. E em 2026, mais do que realizar, eu escolhi habitar a minha própria vida com presença, espaço e verdade.Sentido Terapêutico projeto de vida com base em valores autorregulação emocional limites saudáveis transição do modo sobrevivência para o modo habitar planejamento com sentido (não com cobrança) Perguntas Socráticas Em que tipo de “casa emocional” eu vivi até agora? O que não quero mais repetir na construção de 2026? Que ambientes internos me fazem adoecer? O que precisa ser fundamento, e não enfeite? Quem tem acesso à minha casa hoje — e por quê?


